Depois das críticas, Andrea Bocelli volta atrás e pede desculpa

Na passada segunda-feira, o tenor italiano teceu críticas ao Governo e disse ter-se sentido “humilhado” e “ofendido” por ser obrigado a ficar em casa devido ao confinamento.

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Andrea Bocelli cantou na catedral vazia Duomo di Milano, na Páscoa Reuters/Flavio Lo Scalzo

Numa conferência no Senado italiano, Andrea Bocelli referiu que não acreditava na gravidade da pandemia, uma vez que não conhecia pessoalmente ninguém que tivesse estado nos cuidados intensivos por causa da covid-19.

Face a estes comentários, muitos cidadãos italianos recorreram às redes sociais para criticarem aquele que se tornou num símbolo de união ao cantar na catedral vazia de Milão na Páscoa, durante o confinamento.

“Restringe-te a cantar!”, escreveu um utilizador do Twitter, acrescentando que o tenor tinha sido sortudo por ter passado a quarentena na sua villa luxuosa e por ninguém da sua família ter morrido da doença que assola o mundo. Um bar de uma cidade da Toscânia, de onde o tenor é natural, retirou uma das suas famosas músicas da juke box.

Foi inclusive criada uma hashtag (#BocelliVergognati, que em português se traduz para “Bocelli, tem vergonha”), utilizada pelas autoridades de saúde para criticar o tenor. Em Itália, já morreram mais de 35 mil pessoas devido ao coronavírus.

“A todos aqueles que se sentiram ofendidos ou que sofreram por causa da forma como me expressei – que, sem dúvida, não foi a melhor – e das palavras que usei, peço que aceitem as minhas sinceras desculpas, porque a minha intenção não era de todo essa”, disse Bocelli num vídeo publicado no Facebook.

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