BE exige apuramento das motivações do homicídio de Bruno Candé

Bloquistas exigem sabe “como foi possível” um homicídio acontecer “em plena luz do dia no centro de Moscavide”. André Ventura rejeita e critica leitura racista do crime.

Crime
Foto
Rui Gaudencio

O Bloco de Esquerda (BE) de Loures pediu este domingo justiça no caso da morte de Bruno Candé Marques, baleado no sábado em Moscavide, exigindo que todos os pormenores e motivações do crime sejam devidamente apurados.

“O assassinato de Bruno Candé Marques choca-nos profundamente e obriga-nos a todos, enquanto sociedade, a reflectir sobre como foi possível acontecer em plena luz do dia no centro de Moscavide”, no concelho de Loures, distrito de Lisboa, declarou a concelhia do BE, endereçando condolências à família e amigos.

No sábado, a família de Bruno Candé Marques exigiu “justiça célere e rigorosa" perante um crime que considerou “premeditado e racista”. Em comunicado, a família do actor, de 39 anos, refere que este “foi alvejado à queima-roupa, com quatro tiros, na rua principal de Moscavide" e que “o seu assassino já o havia ameaçado de morte três dias antes, proferindo vários insultos racistas”.

“Face a esta circunstância”, a família considera que “fica evidente o carácter premeditado e racista deste crime" e exige que “a justiça seja feita de forma célere e rigorosa”.

Em comunicado, a associação SOS Racismo reclamou que a “justiça seja feita" contra um “crime com motivações de ódio racial”.

Por seu turno, André Ventura declarou que “não há neste caso um pingo de racismo”. Através da rede social Twitter, o líder e deputado do Chega considerou que a morte de Bruno Candé "é uma tragédia, como seria o assassinato de um branco ou de um chinês”, mas criticou quem qualifica o homicídio de sábado como um acto racista. 

“Acabem lá com essa ladainha habitual do racismo. Não somos um país racista! Nada neste homicídio aponta para crime de ódio racial”, escreveu no Twitter, acusando ainda o Bloco de Esquerda de aproveitamento do caso para “espalhar a suas habituais distorções ideológicas”.

Sugerir correcção