Opinião

Com o mau estado do Parlamento, a nação não pode estar famosa

Mesmo que o debate quinzenal não seja trabalho digno de primeiro-ministro, é trabalho fundamental para o líder da oposição. É uma pena que Rui Rio não perceba isto.

Chegou o dia do ano em que assistimos ao debate do Estado da Nação, um momento importante no escrutínio do Parlamento à atividade do governo. Infelizmente, ocorre na mesma semana em que os dois maiores partidos enterraram o debate quinzenal com o primeiro-ministro. Os debates passam a ocorrer de dois em dois meses, fora das férias parlamentares, pelo que podemos esperar talvez uns cinco por ano. É curto. O formato quinzenal atual nasceu em 2008 para substituir as visitas mensais do primeiro-ministro ao Parlamento que, por sua vez, vinham dos anos 90, quando Guterres era primeiro-ministro. Ou seja: o PS e o PSD atrasaram o relógio da democracia para o século passado.