Sporting joga pela “boa Europa”, Vit. Setúbal pela permanência

Lisboetas e setubalenses jogam a partir das 19h, no Estádio de Alvalade.

Mano e Wendel num dos últimos jogos entre as duas equipas
Foto
Mano e Wendel num dos últimos jogos entre as duas equipas LUSA/MIGUEL A. LOPES

As últimas duas jornadas da I Liga trazem jogos quase irrelevantes, outros com relevância intermédia e outros essenciais nas contas finais. Este é dos essenciais. O Sporting recebe hoje o Vitória de Setúbal, em Alvalade, sabendo que está em jogo o terceiro lugar da I Liga. Uma posição que dá apuramento directo para a Liga Europa - podemos chamar-lhe uma “boa Europa" -, enquanto o quarto “só” dá ida à pré-eliminatória. Rúben Amorim sabe-o e, na antevisão da partida, garantiu que ser terceiro ou quarto classificado “pode ter muita influência no planeamento da época”.

Do outro lado, joga-se pela “sobrevivência”. E não é apenas metafórica. Por um lado, o Vitória de Setúbal, que não vence há 14 jogos e perdeu os últimos seis, sabe que precisa de pontuar para ficar mais capaz de lutar pela permanência na última jornada da I Liga. Por outro, sabe que uma eventual descida de divisão seria um rombo tremendo, ou mesmo uma sentença de morte, num clube habitualmente pouco confortável nas contas anuais. Ficar na Liga é sobreviver.

Mas Lito Vidigal, treinador dos sadinos, não quer pensar no futuro. “A minha mensagem para os jogadores é um dia de cada vez. Não adianta fazermos futurologias. Temos de pensar no presente, no agora”, apontou.

Para este jogo há dados importantes que permitem prever uma autêntica “avalanche” ofensiva do Sporting. O Vitória é, entre todas as equipas da I Liga, aquela que mais tempo de jogo passa no próprio meio-campo e é a segunda equipa que mais remates permite aos adversários.

E o Sporting, mesmo sem contar com o habitual avançado Sporar, por lesão, terá condições para criar mais oportunidades de golo do que tem criado, algo que Amorim aponta como defeito da equipa. “O problema não é os avançados não marcarem golos, é estarmos a criar poucas situações de golo. A culpa não é dos avançados, é do treinador. Uma equipa grande tem de criar mais situações de golo”, apontou.

Sugerir correcção