Erdogan “reconquista” Hagia Sophia

A reconversão da Hagia Sophia em mesquita é uma jogada nacionalista determinada pelas ambições políticas e regionais do Presidente Erdogan. Mas a esplendorosa basílica é muito mais do que um tema de disputa: as suas pedras, os seus pilares e os seus mosaicos encerram a complexidade de 1500 anos da História europeia e turca, das tradições cristãs e islâmicas. Para o historiador Procópio, a sua cúpula não parecia terrena mas suspensa do céu.

mundo,religiao,recep-tayyip-erdogan,medio-oriente,turquia,europa,
Fotogaleria
Jeremy Horner/Getty Images
mundo,religiao,recep-tayyip-erdogan,medio-oriente,turquia,europa,
Fotogaleria
Werner Forman/Getty Images,Werner Forman/Getty Images
mundo,religiao,recep-tayyip-erdogan,medio-oriente,turquia,europa,
Fotogaleria
Murad Sezer/Reuters

Na próxima sexta-feira, a basílica Hagia Sophia (ou Santa Sofia, Sabedoria Divina em grego), em Istambul, voltará a ser a ser uma mesquita. No dia 10, o Presidente Recep Tayyip Erdogan determinou por decreto a anulação do seu estatuto como museu passando a ser mais uma mesquita onde os fiéis muçulmanos poderão fazer as suas orações. Invoca uma “reconquista da soberania turca”. É um acto nacionalista, com repercussões geopolíticas. “A reconversão em mesquita da Hagia Sophia, símbolo de Istambul e maravilha da arte bizantina, é um momento histórico”, resume o jornalista turco Cengiz Candar. “É uma jogada do Presidente que revela as suas ambições, não apenas domésticas, mas regionais e, até, globais.”

Os leitores são a força e a vida do jornal

O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Sugerir correcção
Ler 12 comentários