Oliveira de Frades inaugura uma das obras ribeirinhas após barragem de Ribeiradio

Em relação ao outro espaço, na Carriça, São João da Serra, “já acabou a primeira fase das infra-estruturas que a Câmara tem para ali elaboradas”, portanto, o projecto está mais atrasado e ainda sem data de inauguração.

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sa sergio azenha - colaborador

A Câmara de Oliveira de Frades inaugurou nesta quarta-feira a zona de fruição ribeirinha de Sejães, uma das duas obras ribeirinhas protocoladas com a EDP em dois milhões de euros, pela construção da Barragem de Ribeiradio.

“A contrapartida da EDP ficou um bocadinho aquém, mas nós também quisemos dar o nosso cunho pessoal e acabamos por dar, com o contributo de todos, um cunho e coração oliveirense. Se fosse uma empreitada de uma empresa de fora, não conseguiria dar”, considerou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Frades.

Paulo Ferreira explicou à agência Lusa que “este valor não pode ser olhado só numa vertente, porque há ainda outro espaço a potenciar”, como é o caso da praia da Carriça, uma vez que para a construção da barragem de Ribeiradio também ficou submersa.

As praias fluviais de Sejães e do Vau, na freguesia de São João da Serra, ficaram submersas, em 2015, pela albufeira da barragem de Ribeiradio, uma construção da EDP que contratualizou, na altura, dois milhões de euros (ME) para a construção de outros dois espaços de lazer no município.

“Se nós dividirmos simetricamente, um milhão para esta e um milhão para a outra praia [já não chega], estamos aqui a falar de um investimento de 1,2 milhões de euros nesta infra-estrutura” hoje inaugurada e que contempla um hectare e meio de terreno com duas piscinas e um bar de apoio, junto ao rio.

No espaço há também um campo de voleibol de praia, um parque de merendas com capacidade para cerca de 200 pessoas sentadas, caminhos pedestres e cicláveis, um espaço de geocaching, está planeado um parque de campismo e, até ao final do ano, deverá abrir na antiga escola primária um centro interpretativo do rio Vouga.

Em relação ao outro espaço, na Carriça, São João da Serra, “já acabou a primeira fase das infra-estruturas que a Câmara tem para ali elaboradas”, portanto, o projecto está mais atrasado e ainda sem data de inauguração.

“Tudo o que acharmos que merece para o potenciarmos e que seja algo que orgulhe os oliveirenses de virem ao nosso território, logicamente também iremos olhar para o dinheiro como um investimento para ali criarmos uma bela praia fluvial”, admitiu Paulo Ferreira.

Um valor que o director de Sustentabilidade da EDP Produção concordou que “ao longo dos anos foram necessários alguns ajustes, algumas adaptações” e, nesse sentido, Nuno Portal admitiu que “o valor estará um bocadinho por baixo, neste momento,” e não poupou elogios à obra.

Presentes na cerimónia de inauguração estiveram a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, Isabel Damasceno, e o presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, que elogiaram o espaço e consideraram “uma mais-valia para a valorização da região”.

“Oliveira de Frades já tinha a sua marca muito associada à gastronomia, também ao nível do património arqueológico, com uma das referências mundiais, a anta, e continua a reinventar-se, a apostar e a estruturar novas ofertas para ser capaz de chegar a mais variados públicos”, destacou Pedro Machado.

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