Ghislaine Maxwell, alegada cúmplice de Jeffrey Epstein, quer ser libertada devido à pandemia

A socialite britânica está detida desde 2 de Julho por alegado envolvimento na rede de abuso de menores e tráfico sexual montada pelo milionário norte-americano.

Ghislaine Maxwell
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Ghislaine Maxwell em 2013 Reuters

A defesa de Ghislaine Maxwell pediu a libertação da socialite de origem britânica, alegada cúmplice nos abusos sexuais de menores cometidos por Jeffrey Epstein. Entre os argumentos dos advogados está o risco de contrair covid-19 na prisão.

Maxwell, de 58 anos, foi detida no dia 2 de Julho, indiciada por quatro crimes de aliciamento de menores para a rede de tráfico e abuso sexual montada pelo milionário norte-americano Jeffrey Epstein. Enfrenta ainda o julgamento por dois crimes de perjúrio pelos testemunhos que fez sobre o papel que teve nos abusos do milionário.

A alegada cúmplice de Epstein arrisca uma pena de prisão que pode ir até aos 35 anos, se se comprovarem os crimes de que está indiciada. Será ouvida em tribunal a 14 de Julho.

No pedido de libertação sob fiança (cinco milhões de dólares, 4,4 milhões de euros), os advogados de Ghislaine Maxwell, actualmente detida em Brooklyn, Nova Iorque, negam os factos de que a socialite é acusada e falam num “baixo risco de fuga” – dizem que Maxwell nunca deixou os Estados Unidos desde que Epstein foi detido, em Julho de 2019. E argumentam com o risco de ser infectada pelo novo coronavírus, depois de 55 reclusos e funcionários da prisão de Brooklyn, Nova Iorque, onde está detida, terem tido testes positivos ao SARS-CoV-2.

Segundo a acusação, Ghislaine Maxwell era a pessoa que geria o recrutamento das jovens vítimas de abuso nas mansões de Epstein. A mulher, filha do magnata da comunicação social Robert Maxwell, já falecido, teria como alvo raparigas em dificuldades financeiras, aliciando-as com dinheiro e melhorias na carreira. Desde que o escândalo rebentou, Maxwell estava em paradeiro desconhecido, tendo só sido encontrada neste mês de Julho numa propriedade isolada no estado de New Hampshire, nos Estados Unidos da América.

Maxwell e Epstein tinham uma relação descrita como "profissional”, mas há relatos de que, entre 1994 e 1997, terá existido uma relação íntima entre os dois.

Jeffrey Epstein foi detido há pouco mais de um ano, a 6 de Julho de 2019, mas foi encontrado morto na prisão de Manhattan em Agosto no que foi classificado como suicídio. Tinha 66 anos.

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