Plano de recuperação privilegia reformas antecipadas para professores

Documento apresentado pelo consultor designado por António Costa recupera um dos cavalos de batalha dos sindicatos de professores.

Classe docente é das mais envelhecidas da Europa
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Classe docente é das mais envelhecidas da Europa Paulo Pimenta

Um dos eixos estratégicos do Plano de Recuperação Económica de António Costa Silva é o do lançamento de um “programa de rejuvenescimento do corpo docente”, que passará por investir num plano de reformas antecipadas negociadas com os professores mais idosos e alargar o recrutamento de novos professores jovens”. “O programa deveria ser de adesão voluntária e os modos de acesso à carreira pelos novos docentes deveriam ser revistos”, acrescenta-se.

Portugal é dos países com uma classe docente mais envelhecida: no ensino básico e secundário quase metade dos professores têm 50 anos ou mais e só 1% têm menos de 30 anos. A criação de condições para uma reforma antecipada sem penalizações tem sido um dos cavalos de batalha dos sindicatos de professores, que tem recebido sinais contraditórios por parte do Governo socialista, tanto na anterior legislatura como na actual.

Mas o Governo acabou sempre por recusar levar por diante uma negociação com este objectivo. Quanto ao modelo de recrutamento de novos docentes, a Assembleia da República pediu, na anterior legislatura, um estudo ao Conselho Nacional de Educação no qual são apresentadas várias alternativas ao actual modelo de concursos para professores, mas que por agora não teve consequências práticas.

No seu plano, entre vários outros eixos estratégicos na área da educação, António Costa Silva aposta no aumento do “investimento nos programas de acção social para os ensinos básico, secundário e superior, para estimular e assegurar o acesso ao ensino das crianças e jovens de famílias mais carenciadas, e contrariar a tendência para o abandono e diminuição de estudantes que se revela em cada crise económica e social”.

Também é necessário “investir na requalificação e modernização da rede de escolas” para se conseguir, entre outros objectivos, corrigir “localizações segregadas que comprometem o futuro dos jovens que as frequentam”

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