Dá para imaginar a vida sem tecnologia?

Esta é a questão que, no próximo dia 15 de Julho, dá o pontapé de saída para o debate online organizado pelo PÚBLICO em parceria com a Worten. Uma conversa sobre o impacto da tecnologia no dia-a-dia que acontece de lá (a partir da casa dos oradores), para cá (para a casa de cada um de nós).

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O mundo em que vivemos está a transformar-se a cada dia que passa. Mas a evolução tecnológica, que tem acontecido a uma velocidade avassaladora, não implica apenas avanços globais – tem modificado as rotinas individuais e a dinâmica das famílias. Recentemente, a pandemia da Covid-19 levou a um aumento nunca antes visto do teletrabalho e do contacto por via electrónica, disparando o êxito de plataformas como o Zoom.

Não é apenas a vida social: o mercado de trabalho também está cada vez mais digital. Em Abril, o Índice de Digitalização da Pesquisa de Investimento, da responsabilidade do Banco Europeu de Investimento, colocou Portugal em terceiro lugar na União Europeia, acima da média da UE e também dos Estados Unidos. Em consequência da avaliação das empresas, o estudo distingue o nosso país pela adopção de tecnologias únicas e coloca-o apenas atrás da Eslovénia e da Suécia.

Portugueses mais tecnológicos

A modernização tem influenciado, e muito, o dia-a-dia dos cidadãos – em casa e no trabalho. Segundo a consultora IDC, os portugueses gastaram cerca de 890 milhões de euros em telemóveis em 2019. Embora tal represente uma ligeira queda em relação a 2018, o preço médio por equipamento subiu para os 341 euros, uma tendência que tem sido recorrente. Isto significa que, apesar da descida em termos de quantidade, há uma maior preocupação com a qualidade/capacidade do telemóvel.

Quanto a smartphones, cerca de metade da população tem um – e a usabilidade também tem evoluído. Em 2019, os utilizadores de Internet neste equipamento chegaram aos 7,6 milhões, segundo dados da ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações, o que representa uma subida de mais de 7% em comparação com o ano anterior.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), 80,9% dos agregados familiares em Portugal têm acesso à Internet em casa, enquanto 38,7% dos indivíduos (dos 16 aos 74 anos) recorreram ao comércio electrónico em 2019 – um aumento de dois pontos percentuais face a 2018. Outro dado interessante é que um em cada 10 utilizadores interage com equipamentos domésticos através da Internet.

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O impacto da tecnologia em debate

Entre televisores, computadores, tablets e smartphones, uma família chega a ter em casa mais de 10 ecrãs. No entanto, uma sociedade mais tecnológica tem de ser também uma sociedade mais informada.

Para promover uma conversa alargada sobre estas questões, a Worten e o Público organizam, no dia 15 de Julho às 17h30, o webinar “Dá para imaginar a vida sem tecnologia?”. Além de um debate de uma hora, haverá ainda cerca de 30 minutos para perguntas do público.

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O painel de oradores é composto por: Inês Drummond Borges, directora de marketing da Worten, Bernardo Almeida (bernas19),  youtuber de tecnologia, Ana Garcia Martins, autora do blogue “A Pipoca Mais Doce” e Rosário Carmona e Costa, psicóloga clínica e psicoterapeuta de crianças e adolescentes, co-autora do livro “Navegar em segurança” (Clube do Autor) e a autora do livro “iAgora – liberte os seus filhos da dependência dos ecrãs” (Esfera dos Livros).

Qual o impacto da tecnologia nas nossas vidas? De que modo tem alterado as competências dos indivíduos? E a vida profissional? Estamos preparados para a transformação digital? Estes são apenas alguns dos temas em destaque na conversa da próxima quarta-feira.

No dia 15 de Julho, às 17.30h assista em directo ao webinar na homepage, Facebook e Youtube do Público. A moderação do debate fica a cargo de Karla Pequenino, jornalista da secção tecnologia do jornal.

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