Mãe de Beatriz Lebre deixa mensagem de condolências à família de Rúben Couto

Depois de conhecida a morte do alegado homicida, a mãe da jovem estudante de mestrado deixou uma mensagem de condolências à família do rapaz na sua página pessoal do Facebook. Paula Lebre escreve: “Não é possível medir sofrimentos, mas uma morte é uma morte.”

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Rúben Couto deu o alerta para o desaparecimento de Beatriz Lebre Rui Gaudencio

A 28 de Maio, Rúben Couto, de 25 anos, foi detido pela Polícia Judiciária, sob suspeita de ter matado uma colega do mestrado, de 23 anos, na noite de 22 de Maio. Após primeiro interrogatório, e quando confrontado com alguns factos, nomeadamente vestígios de sangue no seu carro, admitiu ser o responsável pelo homicídio. No passado domingo, o suspeito foi encontrado morto na sua cela individual no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Depois de conhecida a morte do alegado homicida, a mãe da jovem estudante de mestrado deixou uma mensagem de condolências à família do rapaz na sua página pessoal do Facebook. Paula Lebre escreve: “Não é possível medir sofrimentos, mas uma morte é uma morte.”

Na mesma publicação, a mãe de Beatriz revela que é contra a pena de morte, porque deseja viver numa “sociedade com elevado nível civilizacional”, justificando ainda que na ausência de “sistemas infalíveis” prefere “um culpado livre do que um inocente no corredor da morte”. Nos comentários, que ultrapassam as três centenas, Paula Lebre é elogiada pela sua atitude para com alguém que, alegadamente, tirou a vida à filha.

Recorde-se que a 22 de Junho, um mês depois do desaparecimento da Beatriz Lebre, a mãe escreveu um artigo para o PÚBLICO onde deu foco à forma como alguns órgãos de comunicação social abordaram as circunstâncias em que Beatriz foi assassinada, lamentando o julgamento a que a filha, enquanto vítima, foi sujeita. “Admitindo que a Beatriz pertencia a um grupo de risco, que vivia num ambiente de degradação social e de delinquência, ou até mesmo que a Beatriz fosse uma ‘mulher da vida’. Teria o acto de Rúben alguma justificação? Mereceria ser compreendido? Seria até aceite como inevitável? Não haveria consternação pela vítima?”, questionou na altura.

Agora, Paula Lebre volta a sublinhar que “deveria haver mais respeito pelas vítimas” e que “uma sociedade que não mata quem matou nunca deveria preocupar-se em vasculhar imperfeições nas vítimas com intenção de encontrar justificação para a crueldade de um assassino”. Ainda assim, não deixa de mostrar solidariedade para com a família do alegado homicida, afirmando que “quando morre uma criança ou um jovem é sempre uma perda para as famílias como para a sociedade”.

Texto editado por Bárbara Wong

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