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Incêndio no Algarve obrigou ao confinamento da povoação de Águas Velhas

Incêndio em São Marcos da Serra causou ferimentos num bombeiro, que sofreu queimaduras de primeiro grau nos membros inferiores. Mais de 200 operacionais e 11 aeronaves estão no terreno.

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Fotografia de incêndio florestal Paulo Pimenta/Arquivo

O fogo que lavra em São Marcos da Serra, no Algarve, já obrigou ao confinamento, por precaução, da população da povoação de Águas Velhas, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) algarvio.

Por precaução, foi necessário “confinar a população da povoação de Águas Velhas”, disse à Lusa a fonte do CDOS. Segundo a mesma fonte, a medida de confinamento significa que, por uma questão de segurança, as pessoas não podem sair da povoação.

A fonte disse ainda que o vento e o terreno estão a dificultar o combate ao incêndio, que tem duas frentes activas, e lavra com grande intensidade numa zona florestal. “Não temos acesso a uma das frentes, o que é um problema e não se sabe quando teremos acesso, até lá não vai ser fácil”, afirmou.

A frente nordeste é a que “inspira maior preocupação”, à qual soma o vento que se vai sentir no local e que “rodou ao final da tarde”, complicando “muito” o combate a este incêndio, provocando projecções muito grandes.

“Sem acessos e com projecções muito grandes, o incêndio ganha outra dimensão”, frisou. Por precaução foi também necessário “retirar uma pessoa com mobilidade reduzida”. O fogo lavra no concelho de Silves, numa zona de mato, eucaliptal e sobreiros, numa orografia complicada, num terreno de difícil progressão.

Segundo os dados disponíveis na página da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, às 20h30, combatiam no terreno 225 operacionais, 67 veículos e 11 aeronaves, sendo “aguardados meios de reforço de Setúbal e de Évora”.

De acordo com o comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, Duarte Costa, o incêndio em São Marcos da Serra causou também ferimentos num bombeiro, que sofreu queimaduras de primeiro grau nos membros inferiores, tendo sido assistido no hospital e tido alta.

A Protecção Civil espera “condições mais favoráveis” de combate ao incêndio em Silves a partir das 22h, com a descida das temperaturas e acalmia do vento.

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