Covid-19: médicos italianos testam 180 refugiados em embarcação no Mediterrâneo

Foram resgatados pela embarcação Ocean Viking e alguns estão a bordo desde 24 de Junho. Itália e Malta não permitiram desembarque.

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180 migrantes esperam autorização para desembarcar na Europa LUSA/FLAVIO GASPERINI / SOS MEDITERRANEE / HANDOUT
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Reuters/ANTONIO PARRINELLO
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Uma equipa de médicos italianos realizou neste domingo testes à covid-19 aos 180 migrantes que aguardam autorização de desembarque na União Europeia, a bordo de uma embarcação no Mediterrâneo, revelou a organização não-governamental (ONG) SOS Mediterranée.

A ONG responsável pela embarcação Ocean Viking disse, através das redes sociais, que não tem notícias oficiais sobre a possibilidade de transferir os refugiados para outro barco, onde passariam duas semanas em quarentena, ou sobre uma eventual autorização para desembarcar nas próximas horas.

“As autoridades italianas estão a levar a cabo testes de zaragatoa ao coronavírus aos 180 migrantes a bordo da Ocean Viking. Não recebemos nenhumas instruções. Sem confirmação, não podemos dar soluções aos resgatados. A incerteza continua e isso significa que as tensões a bordo também”, escreveu a ONG.

O barco encontra-se em águas internacionais perto da Sicília (sul de Itália) e a SOS Mediterranée fez saber, nos últimos dias, que a situação a bordo era tensa, com alguns a bordo a ameaçarem atirar-se ao mar, lutas e ameaças de violência física à tripulação.

A Ocean Viking, que resgatou os migrantes em quatro missões levadas a cabo em águas internacionais situadas entre Itália e Malta e em águas territoriais maltesas, a primeira das quais em 24 de Junho, solicitou autorização de desembarque a Itália e Malta em pelo menos seis ocasiões.

Foi também pedida a retirada de 44 pessoas por motivos de saúde, mas nenhum dos países deu qualquer resposta aos pedidos.

Entre os 180 migrantes a bordo encontram-se 25 menores e uma mulher grávida.

A SOS Mediterranée apelou à União Europeia para encontrar uma solução para os migrantes e que algum país, especialmente Itália ou Malta, pela proximidade da embarcação às suas costas, autorize o desembarque das 180 pessoas.