Sindicato do Pessoal de Voo espera que acordo da TAP proteja empregos

“O futuro próximo afigura-se particularmente exigente e desafiante”, sublinha Henrique Louro Martins, presidente do SNPVAC

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LUSA/MÁRIO CRUZ

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) espera que o acordo entre o Governo com os accionistas privados da TAP assegure a viabilidade da empresa e que salvaguarde os postos de trabalho.

Hoje, em comunicado, o SNPVAC diz esperar que estejam “lançadas as bases para que a incerteza acabe e se trilhe um caminho mais objectivo e concreto em direcção ao futuro, à viabilidade da empresa e à salvaguarda dos postos de trabalho”.

O Governo anunciou na quinta-feira um acordo com os accionistas privados da TAP que vai traduzir-se na saída de David Neeleman e no reforço da posição accionista do Estado de 50% para 72,5%.

“O SNPVAC quer reforçar neste momento a sua total disponibilidade para o diálogo aberto e franco, à semelhança do que aconteceu nos últimos meses, para encontrar o melhor caminho para a viabilidade da TAP. O futuro próximo afigura-se particularmente exigente e desafiante”, sublinha Henrique Louro Martins, presidente do SNPVAC, citado na nota.

O sindicato salienta ainda que “ao longo da sua história, os tripulantes de cabine e o SNPVAC sempre se assumiram como parte decisiva na superação dos momentos mais difíceis”.

O Governo anunciou na quinta-feira que chegou a acordo com os accionistas privados da TAP, ficando com 72,5% do capital da companhia aérea, por 55 milhões de euros, com a aquisição da participação (de 22,5%) até agora detida por David Neeleman. O empresário Humberto Pedrosa detém 22,5% e os trabalhadores os restantes 5%.

“De forma a evitar o colapso da empresa, o Governo optou por chegar a acordo por 55 milhões de euros”, referiu o ministro das Finanças, João Leão, numa conferência de imprensa conjunta com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, quinta-feira em Lisboa.

O Governo esclareceu que a Atlantic Gateway passa a ser controlada por apenas um dos accionistas que compunha o consórcio, designadamente o português Humberto Pedrosa, dono do grupo Barraqueiro. O dono da companhia aérea Azul, David Neeleman, sai assim da estrutura accionista da TAP.

Na conferência de imprensa para anunciar o “princípio de acordo”, realizada esta quinta-feira já depois das 22h, o ministro Pedro Nuno Santos recusou assumir um cenário de despedimentos na TAP no âmbito do processo de reestruturação da companhia aérea.

“Inevitabilidades não as assumo. Não faz sentido estar a assumir cenários que decorrerão de um plano de reestruturação”, disse o governante.

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