Fernando Medina: “Não acho normal haver interrupção de inquéritos epidemiológicos ao fim-de-semana. O vírus não descansa”

O presidente da Câmara de Lisboa defendeu, em entrevista à RTP, que “a situação que hoje enfrentamos precisa de ser atendida com grande sentido de urgência e com grande mobilização de recursos”, criticando o facto de não se realizarem inquéritos epidemiológicos ao fim-de-semana.

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"Precisamos de ter um exército maior", diz o presidente da Câmara de Lisboa FRANCISCO ROMAO PEREIRA

Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, referiu esta noite, sobre o combate à pandemia na região, que é preciso “fazer mais e mais rápido do que estamos a fazer agora”.

Em entrevista à RTP, Medina considerou que “a situação que hoje enfrentamos precisa de ser atendida com grande sentido de urgência e com grande mobilização de recursos”. “É fundamental testar, isolar, rastrear as pessoas que estiveram em contacto e assegurarmos que, na vigilância, todas as pessoas estão a cumprir e têm condições de cumprir o isolamento”, afirmou.

O autarca deixou uma crítica relativamente ao facto de não se realizarem inquéritos epidemiológicos ao fim-de-semana. “Não acho normal haver interrupção da realização de inquéritos epidemiológicos ao fim-de-semana. O vírus não descansa”, considera.

Medina defende que há a “capacidade de conter a propagação desta pandemia na área de Lisboa”. “Se chegarmos aos infectados tarde, os casos propagam-se de outra forma”, explicou, caracterizando a situação como “estável”, mas “a um nível bastante acima do que seria desejável”.

Quanto a uma possível cerca sanitária, o presidente da Câmara de Lisboa diz que “não é o instrumento adequado”. “Estamos a falar de uma área que se espalha por vários municípios, que tem quase um milhão de pessoas no conjunto das 19 freguesias, que estão profundamente ligadas”, explicou.

Relativamente às críticas que fez em entrevista à TVI, na segunda-feira, Medina não especificou quais as “chefias” a que se referia. “Fui muito claro sobre aquilo que disse. O alerta que eu deixei foi muito preciso e muito claro. Precisamos de ter um exército maior, que tem vindo a ser reforçado, mas tem de ser ainda mais para lidarmos com esta fase e para prevenirmos”, disse.

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