Megafones, cartazes e sestas: há um parque em Nova Iorque ocupado por manifestantes

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Bem junto da sede do conselho municipal de Nova Iorque, um grupo de manifestante dorme. Ao lado deles, uma mulher entrelaça o cabelo de um homem enquanto um grupo de jovens se reúne à volta de um megafone. Os protestos não param na autodenominada City Hall Autonomous Zone. Mas também há tempo para descansar, carregar baterias e reunir o grupo.

Em cartazes constantemente a serem pintados por centenas de pessoas exigem-se cortes de financiamento à polícia, o fim das prisões e mais investimento na habitação e autogovernação das comunidades. Há imagens de George Floyd e muitas frases de ordem do movimento Black Lives Matter. 

Pressionado pelos cidadãos, Bill de Blasio, mayor de Nova Iorque, aceitou no início da semana a reivindicação do corte de mil milhões de dólares do orçamento de seis mil milhões do departamento policial da cidade, cancelando a contratação de mais de mil polícias, medida que os activistas dos movimentos Defund NYPD e Occupy City Hall classificam como insuficiente. Há uma semana que os manifestantes acampam no parque em Manhattan, primeiro em poucos metros quadrados agora a ocupar o jardim todo, relata o The New York Times, com condições sanitárias e redes de distribuição de comida e outros bens reminiscentes do movimento Occupy Wall Street.

Em Seattle, desde inícios de Junho que manifestantes ocupam seis quarteirões. Chamaram-lhe Chaz, entretanto actualizado para Chop (Capitol Hill Occupied Protest), e querem ser um exemplo prático da vida em comunidade, sem a presença de polícia. No entanto, nos últimos dias, seis pessoas foram atingidas a tiro na área inicialmente pacífica, incluíndo um adolescente de 16 anos que morreu. Outro jovem de 14 anos está em estado crítico, relatava o Guardian, a 30 de Junho. Por causa da violência e dos tiroteios nocturnos, os protestos e acções comunitárias têm diminuído e a polícia já admitiu desmantelar a iniciativa. 

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