Crónica de jogo

Sporting vence Gil Vicente em dia de aniversário

Quarta vitória consecutiva dos “leões”, que consolidaram terceiro lugar e aproximaram-se do segundo. Não houve Jovane Cabral, mas houve Gonzalo Plata a brilhar a grande altura.

Wendel marcou o primeiro golo do Sporting
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Wendel marcou o primeiro golo do Sporting LUSA/MÁRIO CRUZ/POOL
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Momento do jogo entre o Sporting e o Gil Vicente LUSA/MÁRIO CRUZ/POOL
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Rúben Amorim, treinador do Sporting LUSA/MÁRIO CRUZ/POOL
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Wendel festeja o seu golo em Alvalade LUSA/MARIO CRUZ / POOL
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Momento do jogo entre o Sporting e o Gil Vicente LUSA/MÁRIO CRUZ/POOL

Quem não gostaria de uma equipa com Damas, Figo, Balakov, Peyroteo, Jesus Correia ou Jordão? Todos jogaram e brilharam, em épocas diferentes, com a camisola do Sporting e os seus nomes, por uma noite, apareceram nas camisolas “leoninas”, uma iniciativa a assinalar o 114.º aniversário do clube e o lançamento dos equipamentos para 2020-21. Se algum dos actuais jogadores do Sporting vai atingir esse estatuto de lenda, ainda é cedo para dizer, para não dizer que seria irrealista estar a fazer esse tipo de exercício. Mas há futuro neste jovem Sporting que derrotou nesta quarta-feira o Gil Vicente por 2-1, em jogo da 29.ª jornada da I Liga. Disso não há qualquer dúvida.

Esta quarta vitória consecutiva (melhor série da época) teve vários efeitos. Consolidou o terceiro lugar para o Sporting, que passou a ter cinco pontos de vantagem sobre o Sp. Braga, e diminuiu para nove a diferença em relação ao Benfica, tornando a chegada ao segundo lugar uma missão menos impossível a cinco jornadas do fim. E Rúben Amorim manteve o seu estatuto de treinador invicto (cinco vitórias e um empate) enquanto vai preparando o futuro com todos os jovens — estrearam-se mais dois, Tiago Tomás e Joelson.

O Gil Vicente não seria das missões mais fáceis de cumprir, uma equipa bem orientada por Vítor Oliveira e com jogadores mais habituados a estas coisas. E os “leões” não teriam o seu herói dos últimos tempos, Jovane Cabral, sacrificado em função da gestão. Não havia Jovane, mas havia Gonzalo Plata, que cumpriu bem a função de decisor.

Foi pelo lado direito que o Sporting mais tentou, o flanco onde estavam Ristovski e Plata. Foi daqui que nasceu o primeiro golo aos 21’. Numa jogada de insistência, Plata segurou a bola até à linha de fundo, fez o passe atrasado e Wendel recolheu para fazer o remate do 1-0.

O Gil Vicente respondeu quase no imediato com uma bola dentro da baliza de Maximiano, uma jogada imediatamente anulada por fora-de-jogo do goleador Sandro Lima.

Aos 35’, foi a vez de Maximiano brilhar, com uma bela defesa a um remate de Lourency.

O Sporting fez por sacudir a sua própria apatia no início da segunda parte. Aos 47’, Wendel apareceu isolado na cara de Dénis, mas o  guardião brasileiro conseguiu desviar o remate do médio sportinguista.

Quem não falhou, aos 49’, foi Plata, que recolheu um passe disparatado de Claude Gonçalves na direcção da sua própria área e fez o 2-0.

Com o resultado e a exibição a um nível de tranquilidade aceitável, Amorim foi fazendo algumas alterações para refrescar e o controlo do jogo foi ficando do mesmo lado. Isto foi verdade até aos 89’, quando Doumbia derrubou Hugo Vieira na área. Na conversão do penálti, Rúben Ribeiro (um dos que rescindiu após ataque a Alcochete) fez o 2-1, insuficiente para quebrar a aura deste Sporting de futuro com nomes do passado nas costas.

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