Cirque du Soleil pede insolvência. Mais de 3500 postos de trabalho cortados

O objectivo é voltar a contratar a “maioria” dos trabalhadores que viram os seus postos de trabalho cortados, assim que as condições do negócio o permitirem.

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Reuters/Ints Kalnins

A empresa canadiana Cirque du Soleil pediu insolvência nesta segunda-feira devido à “imensa disrupção e cancelamentos forçados como resultado da pandemia de covid-19”, justificou em comunicado. A companhia de circo vai tentar restruturar a sua dívida com menos trabalhadores — cerca de 3500 postos de trabalho foram cortados.

A empresa irá agora tentar restruturar a sua dívida – quase mil milhões de dólares, de acordo com várias fontes — com ajuda do governo canadiano e alguns fundos de capital privado, de acordo com a CNN.

O acordo estipula que os accionistas vão assumir as obrigações da empresa e investir 300 milhões de dólares (266 milhões de euros) no negócio. Os fundos de capital privado terão, de acordo com a CNN, injectado cerca de 420 milhões de dólares (373 milhões de euros), com o objectivo de a tornar mais apetecível para outros licitadores.

Este investimento servirá para “apoiar o reinicio bem-sucedido, aliviar os trabalhadores e parceiros afectados, e assumir algumas responsabilidades pendentes da empresa”, lê-se no comunicado. A Cirque du Soleil afirma também que os accionistas colocaram de lado 20 milhões de dólares para esse efeito (17 milhões de euros). O objectivo é voltar a contratar a “maioria” dos trabalhadores, assim que as condições do negócio o permitirem, escreve a BBC

O pedido de insolvência da companhia circense vai ser ouvido esta terça-feira pelo Supremo Tribunal do Quebeque, Canadá.

Esta decisão foi tornada conhecida depois de três meses de suspensão da produção dos seus espectáculos – com pelo menos dez espectáculos cancelados em todo o mundo, incluindo os musicais Michael Jackson One e The Beatles Love e o espectáculo de circo O. A companhia circense já passou várias vezes por Portugal. A última vez foi em Janeiro, com o espectáculo Corteo.

“Ao longo dos últimos 36 anos, o Cirque du Soleil foi uma organização altamente bem-sucedida e lucrativa”, afirmou Daniel Lamarre, director executivo do grupo Cirque du Soleil em comunicado. “Apesar disso, com zero receitas desde que fomos forçados a cancelar todos os espectáculos devido à covid-19, a festão teve de agir de forma decisiva para proteger o futuro da empresa.”

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