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Teresa Pacheco Miranda
Entrevista

“A arte tem de mudar para responder ao mundo”

A actriz, encenadora, dramaturga e activista de muitas causas acredita que será através da arte criada hoje que o futuro perceberá o que foi esta pandemia. E não receia pelo teatro neste momento difícil. “Se tivermos de usar máscaras e medir metros, descobriremos obras belíssimas para responder a isso”.

A um mês de fazer trinta anos, Sara Barros Leitão, actriz, encenadora, mas também dramaturga e criadora de espectáculos tão originais como Teoria das Três Idades (2018), a partir do estudo do arquivo do Teatro Experimental do Porto, ou Todos Os Dias Me Sujo De Coisas Eternas (2019), um olhar crítico sobre a toponímia portuense, tem vindo a afirmar-se como um dos nomes fundamentais do novo teatro português. Com uma actividade artística pouco menos do que frenética, encontra ainda tempo para participar na exigente direcção da associação de profissionais das artes cénicas Plateia, opção no fim de contas bastante natural para quem já promovia lutas por melhores condições de trabalho quando participava em novelas televisivas.