Dominado incêndio em fábrica de papel em Santa Maria da Feira

O primeiro alerta de chamas na fábrica Zarrinha chegou às 21h46. Não há vítimas a registar.

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No local estiveram mais de 100 operacionais apoiados por 38 viaturas Daniel Rocha (arquivo)

O incêndio que deflagrou na noite de segunda-feira na fábrica de papel e cartão Zarrinha, em Santa Maria da Feira, foi dominado durante esta madrugada e sem registo de vítimas, segundo o comandante dos bombeiros locais, Jorge Coelho.

“O incêndio está dominado. Conseguimos defender parte da estrutura, parte da maquinaria e a área de produto acabado foi consumida pelas chamas”, afirmou Jorge Coelho.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Maria da Feira, tratou-se de “um incêndio de rápida propagação devido à matéria combustível altamente inflamável”, mas sem “danos a registar nas habitações circundantes” e sem vítimas.

Em declarações ao JN, o vereador da Protecção Civil da câmara da Feira, Vítor Marques, diz que encontrou um “cenário dantesco” quando primeiro chegou ao local mas que desde as 23h que a situação parecia estar sob controlo dos bombeiros. À meia-noite, o incêndio continuava activo, mas Vítor Marques confirmou que deveria entrar brevemente numa fase de rescaldo. 

“As pessoas que ordeiramente abandonaram as suas habitações por livre e espontânea vontade estão em segurança. Daqui a algum tempo retornam às habitações”, afirmou Jorge Coelho em declarações transmitidas em directo pela RTP3, pelas 00h37.

Apesar de o fogo estar controlado, o responsável da corporação referiu que “o teatro de operações vai ter um rescaldo muito demorado”, provavelmente durante as próximas “24 horas”, o que implica “muito trabalho pela noite dentro”.

“[No local estão] mais de 150 operacionais, vamos ser reforçados por mais equipas, porque há necessidade de [os] substituir, gerir o esforço físico que está a ser exigido, uma grande carga térmica, extensão de montagem de linhas de mangueira com muitos metros”, declarou, destacando ser um “grande esforço e grande mérito” dos operacionais que conseguiram “controlar e limitar os danos deste incêndio”.

Por seu lado, Vítor Marques, vereador da Protecção Civil da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, lamentou a “zona de produção” da fábrica “gravemente afectada”, já que esta “tem um papel fundamental em termos de emprego, criação de riqueza e alavancagem da economia local”.

“Quero agradecer à GNR que teve um papel fundamental, em articulação com a Protecção Civil, no sentido de evacuar as habitações, criar segurança e na preocupação com um depósito de gás de uma empresa contígua. Os bombeiros fizeram um excelente trabalho com o reforço distrital”, destacou.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, o alerta para o fogo, na zona industrial de Rio Meão, concelho de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, foi feito às 21h46.

Às 01h00, estavam no local 151 operacionais apoiados por 50 veículos. A causa do incêndio ainda não foi identificada.

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