Bruno Lage não se sente um treinador a prazo

O treinador do Benfica fez a antevisão do jogo frente ao Marítimo, marcado para esta segunda-feira (18h).

Lage tem sido pressionado pelos maus resultados
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Lage tem sido pressionado pelos maus resultados JOSÉ COELHO

“Não [sobre ser um treinador a prazo]. Encaro a vida sempre de forma positiva e objectiva. O que vai na minha cabeça é disputar este campeonato até ao ultimo jogo e vencer a Taça de Portugal”. As palavras são de Bruno Lage, treinador do Benfica, que acrescenta ainda que sente ter condições para continuar, apesar das duas vitórias nos últimos 12 jogos. “Tenho presente que se há recorde que tenho na cabeça é este, negativo, porque o Benfica nunca tinha passado por esta situação. Estou consciente do actual momento e dos resultados”, explicou, neste domingo, na antevisão do jogo frente ao Marítimo (segunda-feira, 18h).

O técnico considerou, também, que a sua mensagem continua a passar “não só para os jogadores que estão no Benfica, como também para os que estiveram”, aproveitando a ocasião para enviar um abraço a Jonas, antigo avançado do clube de que quem disse ter recebido recentemente uma mensagem de incentivo.

Noutro plano, quando questionado sobre se é necessária uma revolução no “onze” titular do Benfica para voltar aos bons resultados, Bruno Lage vincou a importância do trabalho e garantiu que não desiste de ninguém.

“Temos uma equipa muito competitiva e muita gente para ajudar. Nunca desisti do Adel [Taarabt], agora o Zivkovic apareceu a dar sinais. Para além do peso que perdeu, vê-se que está disponível para jogar. Se um jogador assim mostra esta atitude, imagine-se os outros. Se nunca desisti de ninguém, também não vou desistir de mim”, prometeu Lage.

Sobre o Marítimo, o treinador referiu que é uma “excelente equipa” e que o Benfica terá de “fazer um grande jogo”, recusando, no entanto, desvendar quem irá ocupar os lugares de Rúben Dias e Gabriel, que cumprem um encontro de castigo por acumulação de cartões amarelos.

Quanto à tendência para sofrer golos em lances de bola parada, desde o recomeço da época, após a interrupção forçada pela pandemia de covid-19, Lage assegurou que a equipa tem “trabalhado muito” esse detalhe.

“O que não podemos dar de raiz é altura aos nossos jogadores ou uma postura diferente nesses momentos. O que temos de fazer, enquanto treinadores, é trabalhar muito para esconder as nossas fraquezas e potenciar as nossas virtudes”, apontou.

Por fim, Lage aproveitou ainda para se retratar das acusações feitas aos jornalistas, apontando-lhes falta de ética e interesse em colocar o treinador em xeque.

“Lamento que tenha causado alguma confusão, nunca foi minha intenção ofender ninguém, as minhas declarações foram feitas em função de uma pergunta específica que se tem repetido constantemente. Nunca foi minha intenção. Desde que sou treinador nunca tive problemas com ninguém, árbitros, jornalistas”, referiu. E prosseguiu: “Se essas declarações ofenderam alguém, e parece que sim, aqui estou aqui a lamentar o sucedido e a retratar-me no local próprio. Não era minha intenção ofender a vossa classe. Da minha parte deixa de ser assunto”.

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