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As pedras de granito sobre rochedos erguem-se a compor o mítico castelo, que teve a última grande intervenção na década de 1940 Paulo Pimenta
Reportagem

Guimarães: o nascimento de uma nação

Depois de um hiato motivado pelo confinamento, retomamos a série que nos mostra os lugares portugueses que a UNESCO tornou do mundo. Em Guimarães, abundam mitos, lendas e história. Portugal “nasceu” aqui e aqui volta sempre que precisa de “renascer”.

Os vimaranenses bem se podem orgulhar: não haverá português que hesite em apontar Guimarães como o berço de Portugal. Afinal, faz parte dos livros de História e aprendemo-lo desde crianças. Há nomes que pairam sobre nós, Vímara Peres, a condessa Mumadona Dias, D. Teresa, o conde D. Henrique… A Reconquista, o Condado Portucalense. E, depois, nesta amálgama de séculos, batalhas e golpes, o inevitável Afonso Henriques. No centro de tudo, Guimarães, capital de um condado que teve várias formas e de onde houve Portugal. Na única torre sobrevivente das muralhas do burgo medieval, o orgulho é inequívoco: “Aqui nasceu Portugal”, lê-se em letras garrafais.