Paulo Gama Mota. O mito de que a evolução produz adaptações perfeitas

Esta semana, no podcast 45 Graus, continuamos a ouvir a conversa com Paulo Gama Mota, biólogo, doutorado e professor na Universidade de Coimbra. Os seus interesses científicos têm sido o estudo do comportamento animal e a compreensão das suas causas evolutivas. Foi director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (entre 2006 e 2015) e preside actualmente à Sociedade Portuguesa de Etologia.

Depois de uma espécie de “viagem de reconhecimento” pela biologia evolutiva, na primeira parte publicada na semana passada, entra-se agora em profundidade em alguns aspectos deste fenómeno complexo.

A segunda parte arranca com uma abordagem a uma das áreas de investigação de Paulo Gama Mota: as causas evolutivas para os comportamentos característicos de cada espécie, muitos deles em resultado da selecção sexual — a variedade de comportamentos é imensa. Isso conduz ao desenvolvimento da inteligência e do estranho caso de alguns cefalópodes, como o polvo, um animal espantosamente inteligente mas tão distante de nós que há quem lhe chame “o mais próximo de uma inteligência alienígena que podemos encontrar”. 

Na segunda metade deste episódio, fala-se de aspectos mais gerais da evolução por selecção natural, onde as coisas nem sempre são o que parecem. Discute-se, por exemplo, o mito de que a selecção natural produz sempre adaptações perfeitas (o que está longe de ser verdade) e uma proposta ainda mais contra-intuitiva: será que há características que evoluíram por acaso, e não por selecção? Tudo isto devidamente condimentado com exemplos e perguntas que continuam por responder. 

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