Saiba quais as freguesias que vão continuar em situação de calamidade

Apenas uma freguesia do concelho de Lisboa, Santa Clara, permanecerá em situação de calamidade — o que significa que só 4% da população total do município (que tem 552.700 habitantes) será afectada.

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Serão abrangidas pelo estado de calamidade 697.145 pessoas, o que corresponde a 24,7% da população total dos 18 municípios da AML Nuno Ferreira Santos

São 19 as freguesias pertencentes a cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) — Sintra, Amadora, Odivelas, Loures e Lisboa — que vão permanecer em situação de calamidade, independentemente do que for decidido para o território nacional no Conselho de Ministros desta semana, como o PÚBLICO noticiou terça-feira.

Começando pelo concelho de Sintra, a situação de calamidade permanecerá em vigor em seis freguesias: Agualva e Mira-Sintra, que conta com 41.104 habitantes, Algueirão - Mem Martins (com 66.250 habitantes), Cacém e São Marcos (38.701 habitantes), Massamá e Monte Abraão (com 48.921 habitantes), Queluz e Belas (com 52.335 habitantes) e Rio de Mouro (47.311 habitantes). No seu conjunto, estas freguesias contabilizam 294.622 habitantes, o que corresponde a 78% da população do concelho de Sintra — que tem um total de 377.835 residentes. Esta medida obedece às rotas da linha de comboio e do IC19, excluindo-se desta lista a Sintra litoral, rural e histórica. Além disso, estão em causa zonas habitadas por muitas pessoas que frequentam os transportes públicos e que trabalham nos sectores das limpezas ou construção civil. Recorde-se que, no final de Maio, o Governo anunciou a intenção de intensificar a testagem nos estaleiros da construção civil na AML.

No concelho da Amadora, a lista de freguesias que dão um passo atrás no desconfinamento, permanecendo em situação de calamidade, inclui Águas Livres (com 37.426 habitantes), Alfragide (17.044 habitantes), Encosta do Sol (28.261 habitantes), Falagueira-Venda Nova (23.186 habitantes), Mina de Água (43.927 habitantes) e Venteira (25.292 habitantes). Toda a população do concelho da Amadora, que conta com 175.136 habitantes, será abrangida pela situação de calamidade.

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O município de Odivelas, que tem uma população de 145.142 habitantes, será também abrangido na íntegra pelo regime de calamidade. Em causa estão as freguesias de Odivelas (com 59.546 habitantes), Pontinha e Famões (com 34.143 habitantes), Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto (com 18.872 habitantes) e Ramada e Caneças (com 32.581 habitantes).

As duas freguesias do concelho de Loures que não vão avançar de fase no desconfinamento são Camarate, Unhos e Apelação (com 34.943 habitantes) e Sacavém e Prior Velho (com 24.822 habitantes). Serão abrangidos pelas medidas de restrição 59.765 lourenses — o que corresponde a 30% da população total do concelho, que conta com 199.494 habitantes.

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No município de Lisboa apenas uma freguesia permanecerá em situação de calamidade. Trata-se de Santa Clara (antiga Charneca e Ameixoeira), que tem 22.480 habitantes e que é uma zona próxima dos locais onde continuam a existir surtos. Já o Lumiar fica de fora da lista, tendo em conta que o surto ali identificado está confinado ao Lar dos Inválidos do Comércio. Isto significa que apenas 4% da população total do concelho de Lisboa (que tem 552.700 habitantes) será afectada.

No geral, serão abrangidas pela situação de calamidade 697.145 pessoas, o que corresponde a 24,7% da população total (2.821.876 residentes) dos 18 municípios da AML e a 34,1% da população dos nove municípios da coroa Norte da AML (que contabiliza 2.042.477 habitantes).

Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com base nos Censos de 2011.

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À meia-noite desta terça-feira entraram em vigor regras específicas para controlar os surtos registados nalguns concelhos e freguesias da AML, entre as quais o acompanhamento presencial dos casos identificados pelas autoridades de saúde. Foram também implementadas algumas medidas em toda a área metropolitana, como a restrição de horários no comércio (sobretudo no que diz respeito à venda de bebidas alcoólicas) e o regresso ao limite de ajuntamentos com um máximo de dez pessoas.

A nível nacional, vai haver um reforço da intervenção das forças de segurança, que vão passar de uma abordagem mais pedagógica para a notificação e autuação. Além disso, a partir de domingo, entrará em vigor uma medida que impõe coimas que variam entre 120 e 350 euros para quem for identificado pelas forças de segurança a desrespeitar as regras implementadas para a prevenção e combate à covid-19.