O bloco central Belém-São Bento

Convém que Marcelo não se transforme na permanente força de desbloqueio do Governo; uma espécie de Chaves do Areeiro de António Costa.

A expressão “bloco central” é tradicionalmente utilizada para classificar as uniões (de facto ou espirituais) entre PS e PSD — mas a tradição já não é o que era. Talvez tenha chegado a hora de reformular o conceito, porque o bloco central que tem dominado a cena política portuguesa nos últimos cinco anos tem outro eixo. É um bloco central Belém-São Bento, que se constituiu logo no início da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, ajudado pela cumplicidade pessoal com o primeiro-ministro e pela vocação de ambos para o compromisso, e que, com pouquíssimos arrufos, se tem intensificado de maneira muito visível nos últimos meses, à medida que se aproximam as eleições presidenciais.

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