Procuram-se artistas que queiram pensar na reforma

As gerações de hoje estruturam, de forma activa, o seu futuro profissional. Mas será que fazem planos para 60 anos? Será que pensam na reforma? O Reality Check: Life After Retirement abriu uma open call para pôr artistas de diferentes áreas a reflectir sobre o assunto.

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Paulo Pimenta

Ser um jovem adulto e pensar na reforma é um exercício que pode parecer desnecessário mas o projecto Reality Check: Life After Retirement quer fomentar esta reflexão. Está aberta a open call para artistas das áreas das artes plásticas, design, instalação, pintura, fotografia, arte digital, escultura, técnicas mistas, ilustração, artes decorativas e arte sonora até aos 35 anos e com carreiras ainda não consagradas. A iniciativa propõe o desenvolvimento de trabalhos em diferentes formatos sobre a vida pós-carreira. Serão seleccionadas 15 obras para fazerem parte de uma exposição. 

A premissa é precisamente o pensamento e o diálogo acerca do futuro dos mais jovens. Em comunicado, a organização do Reality Check: Life After Retirement​ coloca a questão: “Porque estamos tão empenhados em fazer planos a 30 anos e não a 60? Porque damos a reforma como garantida sem qualquer reflexão prévia? Será esse alheamento provocado pelo silêncio generalizado em torno do tema?”.

De forma a “desafiar uma geração emergente de artistas a reflectir sobre o futuro​”, o projecto avança com temas diferentes que devem ser alvo de reflexão:  Reformas em Colapso; Poupar + Futuro = Reforma; Reformas de Esperança vs. Reformas de Sonho; Solidariedade; Evolução Demográfica; Santa Casa da Misericórdia. Um modelo social utópico; Sector Privado no Sistema de Reformas; e Retenção de Talentos. 

O regulamento pode ser consultado no site do projecto. As candidaturas são feitas através do site e estão abertas até dia 21 de Julho. As 15 obras seleccionadas farão parte de uma exposição a apresentar em Outubro em Lisboa. Para além disso, todos os artistas seleccionados irão receber um prémio no valor de 250 euros, “que se sugere que seja investido como primeiro passo para a desejada qualidade de vida na reforma”.

Texto editado por Amanda Ribeiro