Covid-19: Regresso dos turistas à “nova normalidade” de Espanha

Às zero horas deste domingo terminou o estado de emergência em Espanha. Cerca de uma centena de voos estavam previstos para aterrar este domingo nos aeroportos espanhóis.

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Turistas acabados de chegar a Palma de Maiorca ENRIQUE CALVO/Reuters

Os primeiros turistas começaram a chegar este domingo a Espanha depois de o Governo de Pedro Sánchez ter levantado todas as restrições de mobilidade dentro do país e aberto as fronteiras para todos os países do espaço Schengen da União Europeia, com a excepção de Portugal, que só abrirá a 1 de Julho. Ao mesmo tempo que advertia que se trata de “uma nova normalidade” e não a que o país conhecia antes da pandemia, porque o risco de um novo surto continua presente.

Às zero horas deste domingo, depois de quase 100 dias de estado de emergência, a Espanha começou o seu regresso à nova normalidade com uma centena de voos previstos para aterrar nos aeroportos do país. Todos os viajantes têm de preencher um formulário com informação para que possa ser facilmente localizável, fazer um teste de temperatura e outro visual.

De acordo com os dados actualizados no sábado, 245.938 pessoas foram diagnosticadas com a infecção, dessas 28.322 morreram. No período mais agudo da crise, a Espanha teve uma variação de crescimento diário dos casos diagnosticados de 42%, estando agora, segundo os dados oficiais, em 0,1%.

Até 18 de Junho, o país realizou 3,2 milhões de testes PCR de diagnóstico de covid-19, enquanto as comunidades autónomas realizaram quase 1,9 milhões de testes rápidos.

No sábado, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, fez o balanço dos três meses de estado de emergência dizendo que este permitiu “salvar milhares e milhares de vidas em Espanha”. E aproveitou para deixar o aviso. “Estamos em condições de avançar”, mas “o vírus pode voltar e temos que evitá-lo a todo o custo. Depende de todos e de cada um de nós”.

O líder do executivo espanhol salientou que “o Estado está a preparar uma reserva estratégica com produtos essenciais”, para o caso de o país ter de voltar a entrar em confinamento.

Apesar de o primeiro-ministro ter dito que o Governo não sabia até Março que teria de enfrentar uma pandemia (o estado de emergência foi decretado a 14 de Março), o El Mundo deste domingo afirma que Sánchez recebia desde 24 de Janeiro relatórios diários sobre a evolução do novo coronavírus e a segurança nacional espanhola desde cedo mostrou receios de o contágio do vírus chegar a Espanha.

Além das mortes, a covid-19 deixou marcas na economia que, segundo o Banco de Espanha, sofreu uma contracção de 9,5% entre mediados de Março e o final de Maio, com a destruição de um milhão de empregos e a suspensão temporal de 3,3 milhões de trabalhadores.