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Eis o mural de Vhils no Hospital de São João. Porque “os profissionais de saúde também precisam de ser cuidados”

Foi esta sexta-feira inaugurada a obra do artista Vhils numa das paredes exteriores do Hospital de São João, no Porto. Os retratos dos dez profissionais de saúde são sinónimo da valorização dos “vários grupos que trabalham no hospital no dia-a-dia, que nunca mais serão esquecidos”.

São dez e estão esculpidos à porta da entrada principal daquela que tem sido uma das frentes de batalha da pandemia de covid-19. Os rostos dos profissionais de saúde do Hospital São João, no Porto, estão agora retratados na parede exterior do edifício, tornando-se incontornáveis a quem por ali passa. A homenagem feita por Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, que ofereceu a sua obra em honra do Serviço Nacional de Saúde, foi inaugurada na manhã desta sexta-feira, 19 de Junho, na presença do Conselho de Administração do hospital e dos próprios profissionais de saúde. O artista não esteve presente.

Desde médicos e enfermeiros a administradores do hospital e pessoal técnico, os dez representantes estiveram presentes esta manhã no local, cada um em frente ao seu retrato. Maria João Valle é cirurgiã e trabalha no serviço de urgência do São João. A máscara não lhe deixa ver o sorriso, mas a voz (e o olhar) não escondem a felicidade do momento. "É uma honra e uma emoção enorme. Ser retratada neste mural por um artista como o Vhils em nome dos meus colegas, que se esforçaram tanto e deram tanto deles... É uma recompensa acima do que uma pessoa pode imaginar.”

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A cirurgiã Maria João Valle refere que o trabalho de Vhils é "uma honra" para os profissionais de saúde. Teresa Pacheco Miranda

Num dia marcado pela morte de um médico no Hospital São José, em Lisboa, por infecção pelo novo coronavírus, Maria João refere que a homenagem de Vhils é marca do “valor” e da “importância” do trabalho feito pelo sector. “O nosso dia-a-dia é isto, tentarmos dar o nosso melhor para que as pessoas fiquem bem. Infelizmente, nós não somos tratados como devíamos ser. Nós só pedimos respeito, mais nada”, afirma. No Hospital São João, houve cerca de 200 infecções em profissionais de saúde, cuja grande maioria já regressou ao trabalho, confirmou ao P3 o presidente do Conselho de Administração, Fernando Araújo.

“É um enorme reconhecimento, fica esta fase gravada nas paredes, mas é bom também que o reconheçam de outras formas.” Quem o diz é Raquel Queirós, enfermeira no Hospital São João. Não desfazendo o agradecimento pela homenagem, que veio dar “algum alento”, ressalva a condição do sector, a quem é sempre exigido “um enorme esforço": “Os profissionais de saúde também precisam de ser cuidados.”

O presidente do Conselho de Administração deixou ainda o agradecimento em nome do hospital ao artista e deixou claro qual a missão por detrás desta obra: "Escrever nas paredes do hospital a mensagem de que estes profissionais, que representam os vários grupos que trabalham aqui no dia-a-dia, nunca mais serão esquecidos.” Lamentando ainda a morte do médico no Hospital São José, Fernando Araújo referiu o “sentido de humanização” dos profissionais de saúde “em nome dos doentes”, concluindo com a sua própria homenagem: “O activo mais importante da nossa casa são as pessoas que aqui trabalham.”

Texto editado por Amanda Ribeiro

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