Governo condena proibições à entrada de portugueses e ameaça responder na mesma moeda

Em reacção ao PÚBLICO, o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros critica a decisão de alguns países que considera pouco solidária e tomada “ao arrepio” das orientações de Bruxelas. O Governo argumenta que Portugal também tem mais casos de covid-19 porque faz mais testes. E avisa: “Portugal reserva-se o direito de aplicar o princípio da reciprocidade”.

saude,politica,portugal,uniao-europeia,virus,doencas,
Fotogaleria
Augusto Santos Silva admite fechar as portas a quem impõe restrições a portugueses LUSA/TIAGO PETINGA
saude,politica,portugal,uniao-europeia,virus,doencas,
Fotogaleria
Taxas de infecção superiores a 20 casos por 100 mil habitantes estão a penalizar Portugal Manuel Roberto
saude,politica,portugal,uniao-europeia,virus,doencas,
Fotogaleria
UE decidiu repor a livre circulação no espaço europeu a partir do dia 15 de Junho Nuno Ferreira Santos

O Governo não se conforma com a decisão de pelo menos dez países europeus de proíbirem ou condicionarem a entrada de turistas portugueses devido ao aumento de novos casos de infecção pelo novo coronavírus em Portugal nas últimas semanas. Em declarações ao PÚBLICO, o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros considera que as decisões de “alguns Estados-membros” foram tomadas “ao arrepio das decisões tomadas pela União Europeia” e destaca que Portugal tem mais casos detectados porque “tem realizado muito mais testes do que a maioria dos países europeus”. E admite pagar na mesma moeda, fechando as portas ou impondo restrições aos países que estão a discriminar os turistas portugueses. "Portugal reserva-se o direito de aplicar o princípio da reciprocidade”, avisa.