Defesa condecora 40 militares da luta contra a covid-19

Da câmara de descontaminação ao protótipo de ventilador, dos testes do Laboratório Militar aos transportes e tendas, as Forças Armadas mereceram distinção.

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Um dos condecorados: o Tenente-General Paulino Serronha no bunker de Oeiras Nuno Ferreira Santos

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, condecora na tarde desta quinta-feira em cerimónia no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, 40 militares de várias patentes, ramos e especialidades pela sua acção na luta das Forças Armadas contra a pandemia do novo coronavírus - dos chefes militares aos directores dos serviços de Saúde dos três ramos, dos responsáveis de hospitais ao Laboratório Militar, dos oficiais de ligação às Administrações Regionais de Saúde do país aos mentores da inovação técnica.

A actuação profissional e dedicada da Defesa Nacional e das Forças Armadas durante a pandemia tem vindo a demonstrar que as Forças Armadas são essenciais em tempo de paz e que estão preparadas para se adequarem a responder a todo o tipo de emergências complexas”, destaca o ministro Gomes Cravinho na portaria de 18 de Junho pela qual atribui 39 medalhas de Defesa Nacional.

Naquele texto, o titular da pasta da Defesa assinala as operações coordenadas no terreno para garantir a segurança sanitária e o bem-estar das populações em acções desenvolvidas em colaboração com os ministérios da Educação, Justiça, Mar, Negócios Estrangeiros, Saúde, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, bem como com os governos regionais dos Açores e da Madeira, as autarquias e misericórdias.

“Perante a inegável relevância, espírito de sacrifício e capacidade de adaptação para bem servir Portugal e os portugueses, com brio e relevância, nos cumprimentos das missões relacionadas com o combate à covid-19, impõe-se o reconhecimento público da Defesa Nacional e das Forças Armadas”, acentua o ministro.

Entre os 40 medalhados estão o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e os chefes dos três ramos, e responsáveis de operações que saíram da esfera militar e ganharam notoriedade pública. Como o tenente-general Paulino Serronha, chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares, instalado no bunker de Oeiras.

Também é o caso do comandante do Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea, na base da Ota, que recebeu migrantes infectados de um hostel da Rua Morais Soares, no bairro de Arroios, em Lisboa, ou do director do Hospital das Forças Armadas e do subdirector do pólo do Norte daquela unidade que recebeu doentes covid.

Do mesmo modo, uma medalha foi atribuída à directora do Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos, pela realização de testes e de outro material, quando estas capacidades técnicas eram escassas em Portugal. Tal como foi agraciado o major Wilson, responsável do projecto de câmara de descontaminação do Exército, ou o responsável do protótipo de ventilador desenvolvido pela Marinha.

Na coordenação com as autoridades civis, os oficiais de ligação das regiões do Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo, Centro, Algarve e Norte viram o seu trabalho destacado. No conjunto, as medalhas de Defesa Nacional assinalam todo o tipo de operações desenvolvidas em tempo de paz pelos três ramos das Forças Armadas. Dos transportes à alimentação, da descontaminação aos anónimos socorristas, dos hospitais de campanha às campanhas de sensibilização em meio escolar.

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