BCE concede empréstimo recorde de 1,3 biliões de euros a 742 bancos

Com a melhoria das condições de financiamento, os bancos podem conseguir empréstimos a -1%, se emprestarem o suficiente à economia real.

BCE, liderado por Christine Lagarde, preocupado em assegurar liquidez à economia
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BCE, liderado por Christine Lagarde, preocupado em assegurar liquidez à economia Reuters/KAI PFAFFENBACH

O BCE concedeu esta quinta-feira um montante recorde de 1308 mil milhões de euros, a três anos, a 742 bancos da zona euro, na quarta operação de financiamento a longo prazo com o objectivo de emprestarem às empresas e às famílias.

A procura de liquidez disparou depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter melhorado as condições de financiamento. Os bancos podem, agora, conseguir empréstimos a -1%, pelo que o BCE os recompensará se emprestarem o suficiente à economia real.

No leilão anterior deste tipo, 114 bancos solicitaram 114.979 milhões de euros ao BCE.

O montante atribuído esta quinta-feira representa uma injecção de liquidez recorde numa operação de refinanciamento do BCE. Até à data, o máximo que o BCE injectou de imediato no sistema foi de 529 mil milhões de euros em 2012.

A transacção de hoje será liquidada em 24 de Junho e expira em 28 de Junho de 2023, mas os bancos poderão reembolsar os empréstimos ao BCE em Setembro de 2021.

O enorme volume de liquidez que o BCE vai injectar agora no mercado poderá ser utilizado por muitos bancos para ganhar liquidez ou realizar carry trades, operações em que se financiam numa moeda a uma taxa de juro mais baixa e investem em outra que proporciona um maior rendimento.

Esta operação de financiamento acontece poucos dias depois do BCE ter decidido reforçar de 750 mil milhões de euros para 1350 mil milhões de euros o plano de compras de activos (principalmente títulos de dívida pública) que tinham lançado em Março para responder aos efeitos da pandemia.

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