OMS quer centenas de milhões de vacinas ainda este ano

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde diz-se optimista quanto à ambição de distribuir milhões de doses de uma potencial vacina contra a covid-19.

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Uma das potenciais vacinas para a covid-19 Reuters/IMPERIAL COLLEGE LONDON/THOMAS A

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera conseguir que sejam produzidas centenas de milhões de doses de uma vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2 ainda este ano e que sejam produzidas dois mil milhões de doses até ao final de 2021, anunciou a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan. A organização está a analisar quem deverá receber as primeiras doses assim que uma vacina for aprovada.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera conseguir que sejam produzidas centenas de milhões de doses de uma vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2 ainda este ano e que sejam produzidas dois mil milhões de doses até ao final de 2021, anunciou a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan. A organização está a analisar quem deverá receber as primeiras doses assim que uma vacina for aprovada.

A prioridade deverá ser dada a profissionais que trabalhem na linha da frente no combate à covid-19, como médicos, pessoas vulneráveis por causa da idade ou de outras complicações de saúde, e a todos aqueles que trabalhem em locais de alto risco, como prisões e lares de idosos.

“Estou com esperança, estou optimista. Mas o desenvolvimento de uma vacina é complexo, vem de mãos dadas com um grande nível de incerteza”, afirmou Swaminathan. “A parte boa é que temos muitas vacinas e plataformas, portanto mesmo que a primeira falhe, ou a segunda falhe, não deveremos perder a esperança e não deveremos desistir”.

Por enquanto, há cerca de dez potenciais vacinas que estão em ensaios clínicos em humanos, na esperança de que uma vacina que previna a infecção pelo vírus que causa a doença covid-19 possa estar disponível nos próximos meses. Há países que já começaram a fazer acordos com empresas farmacêuticas para encomendar doses ainda antes de estar provada a eficácia de qualquer vacina.

A cientista referiu ainda que os dados genéticos recolhidos até agora indicam que o novo coronavírus ainda não sofreu mutações significativas que comprometam a severidade da doença que provoca.