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Bayern Munique, como não podia deixar de ser

Bávaros chegam ao 30.º título de campeão alemão, o oitavo consecutivo, depois de um triunfo sobre o Werder Bremen. Renato Sanches, que jogou cinco minutos, também é campeão.

De Boateng para Lewandowski: assim foi o golo que deu o 30.º título de campeão para o Bayern
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De Boateng para Lewandowski: assim foi o golo que deu o 30.º título de campeão para o Bayern LUSA/Stuart Franklin / POOL

Perdeu dois dos seus jogadores mais emblemáticos, trocou de treinador a meio da época e enfrentou, como todos os outros, uma longa paragem devido à pandemia da covid-19, mas nada disto impediu o Bayern Munique de celebrar nesta terça-feira mais um título de campeão da Alemanha, o 30.º da sua história e o oitavo consecutivo. Só precisava de mais uma vitória para “fechar o negócio”, como tinha dito o treinador Hansi Flick, e foi o que fez, com um triunfo por 0-1 no terreno do Werder Bremen na 32.ª jornada da Bundesliga e que deixa a formação bávara fora do alcance da equipa que lhe fez sombra durante boa parte da época, o Borussia Dortmund.

Todas as épocas na Bundesliga começam sempre com a mesma pergunta: será que alguém poderá destronar o Bayern? A resposta, que já se adivinhava, chegou hoje. E esta até foi uma temporada em que o Bayern chegou a mostrar alguns sinais de fraqueza. Não só tinha perdido Arjen Robben (para a reforma) e Franck Ribéry (para a Fiorentina), como trocou de treinador em Novembro - despediu um treinador campeão, Nico Kovac, e substituiu-o por um interino que saiu melhor que a encomenda. Hansi Flick nunca tinha treinado na primeira divisão alemã, mas era um homem da casa (jogou cinco anos nos bávaros e era o adjunto de Kovac) e fez os ajustes necessários para manter o Bayern no topo.

Com Flick, o Bayern ganhou 19 dos 22 jogos na Bundesliga, tendo sido a única equipa que ganhou todos os jogos no pós-confinamento, incluindo o “clássico” com o Dortmund que encaminhou definitivamente a equipa de Munique para mais um título. Flick, de 55 anos, tinha começado a época como adjunto, passou a interino após o despedimento de Kovac e os bons resultados deram-lhe um contrato até ao final da época. Depois, durante o confinamento, o Bayern prolongou-lhe o vínculo até 2023.

A vitória em Bremen não foi das mais fáceis, mesmo sendo frente ao penúltimo classificado. Mas o Bayern, que acabou a jogar com dez devido à expulsão de Alphonso Davies, aos 79’, resolveu como tem resolvido muitos dos seus jogos nos últimos anos, com um golo de Robert Lewandowski. Aos 43’, Jerome Boateng fez um passe longo que encontrou o polaco em linha com a defesa adversária.

Lewandowski dominou no peito e atirou a contar, marcando o seu 46.º golo da temporada. O polaco continua a somar à sua melhor época de sempre, mas dificilmente chegará aos 40 golos marcados por Gerd Muller, em 1971-72, no campeonato - Lewandowski leva 31, mas só tem mais duas jornadas para chegar ao recorde.

Este título do Bayern também teve uma pequena contribuição portuguesa. Antes de ser vendido ao Lille por 20 milhões, Renato Sanches ainda jogou cinco minutos com a camisola do Bayern na Bundesliga, como suplente utilizado na primeira jornada frente ao Hertha Berlim. Mesmo nunca se tendo afirmado em Munique, depois de sair do Benfica em 2016, este foi o quarto título de campeão alemão para o internacional português.

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