Açores: quem realizar teste à chegada, não precisa de aguardar pelo resultado no hotel

Governo dos Açores anunciou novas regras para quem chega à região. Quem realizar teste à chegada, deixará de ficar em quarentena em hotel. Grupo SATA retoma ligação entre arquipélago e continente a partir de 15 de junho.

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Normas para entrar no arquipélago alteradas Rui Pedro Soares

A partir da próxima segunda-feira, dia 15, vão existir novas regras para quem chega aos Açores. As quatro alternativas dadas até aqui pelo Governo Regional passam a três e saem da equação as quarentenas em unidades hoteleiras escolhidas pelo executivo açoriano.

Assim, quem chega aos Açores a partir da próxima semana tem três hipóteses: apresentar um teste negativo à covid-19 à chegada; submeter-se a um teste aquando do desembarque e permanecer em isolamento profilático onde quiser; ou então voltar para trás.

A primeira e a última hipótese já estavam em vigor. A diferença reside na segunda e no fim das quarentenas voluntárias em unidades hoteleiras especificas. Se antes quem se submetia a um teste de despiste à covid-19 na chegada aos Açores teria de ficar em quarentena obrigatória em hotel, a partir de segunda-feira terá apenas de permanecer em isolamento profilático no “seu domicílio ou local onde está alojado, até lhe ser comunicado o resultado do mesmo” – palavras de Berto Messias, o secretário regional adjunto da presidência, que apresentou hoje em conferencia de imprensa as novas medidas do Governo dos Açores.

“O tempo que medeia entre o momento de recolha de amostras e a obtenção do resultado do teste é, no caso das ilhas de São Miguel e Terceira, de cerca de 12 horas, uma vez que existem laboratórios que fazem esse teste nessas duas ilhas”, explicou o secretário regional. No caso das outras sete ilhas que não tenham laboratórios, o “tempo pode ser superior”, acautelou, sem especificar.

Independente de chegar com o teste feito ou de realizá-lo à chegada, o passageiro deverá fazer novo teste ao sexto dia – caso a estadia na região se prolongue por mais de sete dias. Deverá ser o cidadão a “contactar a autoridade de saúde do concelho em que reside ou está alojado” para efectuar novo despiste SARS-CoV-2, que será custeado pela Autoridade de Saúde Regional.

Nas situações em que um passageiro chegue a um dos aeroportos da região, mas que tenha outra ilha açoriana como destino final, as regras são as mesmas – mas com uma ressalva. Caso o passageiro decida realizar o teste à chegada, deverá esperar pelo resultado na ilha onde realizou o despiste. “Só após a obtenção do resultado negativo é que poderão seguir a sua viagem para a ilha de destino final. Os custos com o alojamento desses passageiros enquanto aguardam pelo resultado do teste continua a ser assumido pela região”.

O Governo dos Açores faz questão de frisar que em caso de incumprimento de alguma dessas soluções, existe a possibilidade da “apresentação de queixa pela prática do crime de desobediência”.

As novas medidas significam o fim do recurso às quarentenas em hotéis determinados, que passaram por várias fases. Primeiro, começaram por ser impostas a todos os que chegavam à região. Depois de consideradas inconstitucionais, passaram ou a ser realizadas voluntariamente ou enquanto os passageiros aguardavam pelos resultados do teste feito no desembarque.

Retoma das viagens da SATA com o continente

As regras vão entrar em vigor a 15 de Junho, dia em que a Azores Airlines, empresa do grupo público SATA, vai retomar a operação entre o continente e as ilhas de São Miguel e Terceira – suspensa desde 19 de Março.

Sobre os transportes aéreos para as outras ilhas, o Governo Regional também avançou com novidades. O grupo SATA tem até dia 15 de Julho para retomar as ligações entre o continente e as ilhas de Santa Maria, Pico e Faial. Já as ligações internacionais da SATA devem retomar a um de Julho.

Além dos aviões a rasgar os céus açorianos, os barcos também vão regressar aos portos da região. A partir de dia 15, navios de cruzeiro e iates vão voltar a poder atracar nos Açores, desde que os passageiros façam teste à chegada.

Encerradas irão continuar, nas ilhas que registaram casos de covid-19 (apenas Flores, Corvo e Santa Maria mantiveram-se imunes ao novo coronavírus), as “termas, spas ou estabelecimentos afins”, pelo menos até a um de Julho. Má notícia para quem queria aproveitar o desconfinamento para relaxar nas termas de águas amareladas, um dos cartazes turísticos de São Miguel.

“Hoje, há menos risco do que havia há três meses. Mas ainda há risco. Não podemos nem devemos subestimar esse facto”, destacou Berto Messias, numa altura em que os Açores, depois de 146 casos, continuam sem qualquer infectado por covid-19.

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