Inter fez meio jogo frente ao Nápoles e isso não chegou para ir à final da Taça de Itália

Com apenas 45 minutos fortes, o Inter sai da Taça de Itália. Não foi justo, dado o caudal ofensivo e o número de oportunidades de golo criadas, mas, nesta fase de natural incapacidade física, deixar as decisões para as segundas partes pode ser fatal. E foi.

Brozovic e De Lorenzo em duelo
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Brozovic e De Lorenzo em duelo Reuters/CIRO DE LUCA

17 de Junho terá, em Itália, um Juventus-Nápoles, na final da Taça. Depois de a equipa oito vezes campeã italiana ter garantido um lugar na final na sexta-feira (empate frente ao AC Milan), neste sábado foi a vez de o Nápoles assegurar o bilhete para a final de Roma, com o empate a um golo a juntar-se ao triunfo conseguido na primeira mão, em Milão.

Para este jogo, Antonio Conte, treinador do Inter, mudou de estratégia. Depois das poupanças na primeira mão, surgiu em Nápoles com o “onze de gala” e a lógica imperou. Com o “onze” forte, o Inter foi forte. Foi, sobretudo, mais forte do que um Nápoles à imagem do que gosta o treinador Gattuso – consentidamente subjugado e com onze jogadores no seu próprio meio-campo.

E este jogo, em matéria de finalização, teve contornos estranhos. Logo aos dois minutos, ainda sem o merecer, o Inter chegou ao 1-0, num canto directo de Eriksen mal defendido ao primeiro poste pelos jogadores do Nápoles.

A partir daqui, apesar de já o merecer, o Inter não voltou a marcar. A equipa mostrou-se muito capaz sem bola – jogadores sempre coordenados na pressão – e, em posse, mostrou criatividade e variações no jogo. Ora pelo corredor ora pelo centro, sempre a construir desde trás, o Inter fez várias combinações de grande nível e foi tentando chegar ao golo.

Candreva tentou aos 16’, Eriksen aos 22’, Brozovic aos 27’, Lukaku aos 28’, novamente Lukaku aos 32’ (grande defesa de Ospina), Candreva aos 40’ (outra grande parada de Ospina) e Lautaro aos 41’. Sempre sem sucesso.

Nesta última, Ospina, depois de duas grandes defesas, não ficou por aí. Lançou uma bola longa, perfeita para a corrida de Insigne, que, em contra-ataque, serviu bem para o encosto de Mertens - que se tornou o melhor marcador da história do clube, com 122 golos. Sem nada fazer por isso, o Nápoles não só susteve as tentativas do Inter como chegou ao empate e à vantagem na eliminatória.

Na segunda parte, o jogo foi diferente. O Inter voltou a ser globalmente dominador, mas, com menos energia, já foi incapaz de criar oportunidades de golo de forma consistente. Descontando o remate de Alexis, aos 75’, o livre directo de Eriksen, aos 77’, e mais um grande defesa de Ospina, aos 82’, pouco a equipa de Conte conseguiu fazer – e ficou claramente a sensação de que se tratou de incapacidade física para manter o ritmo alto e as movimentações constantes da primeira parte.

E, com apenas meio jogo forte, o Inter sai da Taça de Itália. Não foi justo, dado o caudal ofensivo e o número de oportunidades de golo criadas, mas, nesta fase de incapacidade física, deixar as decisões para as segundas partes pode ser fatal. E foi.

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