Crónica de jogo

Sem ser brilhante, o FC Porto já é o líder isolado da I Liga

Jogo cinzento dos “dragões” – que chegaram a apanhar alguns “sustos” –, mas o golo de Corona chegou para deixar os “azuis e brancos” com dois pontos de vantagem sobre o Benfica no topo da classificação.

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Jogadores do FC porto festejam o golo contra o Marítimo LUSA/JOSE COELHO / POOL
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Sérgio Conceição LUSA/JOSE COELHO/POOL
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Corona foi o autor do golo do FC Porto LUSA/JOSE COELHO/POOL
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Momento do jogo entre o FC porto e o Marítimo LUSA/JOSE COELHO/POOL
Torneio
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Momento do jogo entre o FC porto e o Marítimo LUSA/JOSE COELHO / POOL

Sem adeptos, sem energia, sem arte, mas com golo. Foi assim que, nesta quarta-feira, se fez o triunfo do FC Porto frente ao Marítimo, por 1-0. Este é um resultado que permite aos “dragões” subirem à liderança da I Liga (dois pontos de vantagem), aproveitando o empate do Benfica em Portimão. Já o Marítimo, aflito na tabela, já só tem cinco pontos de vantagem para a zona de descida e pode deixar fugir Paços de Ferreira e Tondela ainda nesta jornada 26.

Nesta partida, ainda antes de quaisquer nuances tácticas, houve muita acção. E, por isso, comecemos mesmo por aí.

Seis minutos de jogo: o FC Porto fez o que já fez várias vezes na temporada, aproveitando uma bola parada – no caso, um lançamento lateral – e fazendo uso do poder aéreo dos seus jogadores. Pepe ganhou no ar, a bola ficou “a pingar” à entrada da área e Corona, sem preparação, com a bola no ar, fez um remate incomum – parece ter acertado mal na bola –, mas que sobrevoou Charles e entrou na baliza. 1-0 feito na zona habitualmente controlada por René, jogador que estava fora do campo a receber assistência médica e cuja ausência pode ter baralhado os posicionamentos defensivos.

Sete minutos de jogo: uma bola longa de Zainadine motivou uma má abordagem de Pepe e Marchesín, tendo Maeda, sem ângulo, sido incapaz de finalizar, acertando na trave.

Depois destes dois lances, o jogo acalmou. Com o estádio vazio, mas com os Super Dragões no telhado de um edifício próximo do Dragão, a primeira parte trouxe um jogo previsível e, sobretudo, bastante lento – poderão ter faltado as habituais manifestações dos adeptos perante a posse de bola lenta. E se os últimos cinco golos portistas na Liga tinham sido marcados por defesas, este jogo ajuda a explicá-lo: o FC Porto tem dificuldade em criar condições de finalização aos seus avançados.

O Marítimo surgiu confortável num bloco médio-baixo – apesar de não abdicar de ter dois avançados – e o FC Porto ultrapassou com relativa facilidade essa primeira linha de pressão, conseguindo várias combinações no corredor direito, envolvendo Manafá, Corona, Marega ou até mesmo os três em simultâneo.

O espaço que havia para criar não foi, porém, acompanhado de arte e engenho e os “dragões” criaram perigo, sobretudo, em dois remates de fora da área (Telles aos 14’ e Sérgio Oliveira aos 45’).

Alex Telles expulso

No lado contrário, o Marítimo conseguiu dois bons lances, sempre com alguma passividade portista: Maeda falhou uma finalização aos 17’, com baliza à mercê, e Tagueu cabeceou bem aos 23’, para defesa de Marchesín.

O jogo, apesar de lento, acabou por ter alguns lances junto das balizas – algo que geralmente é um contra-senso, mas que se justifica pela passividade defensiva das equipas. E o Marítimo, já se sabe, é das equipas da I Liga que mais remates concede aos adversários.

Na segunda parte, o jogo voltou na mesma toada: continuou a não ser brilhante do ponto de vista técnico e voltou a começar com acção: aos 52’, o Marítimo teve três momentos de possível finalização, dentro da área, mas sem sucesso.

A partir daqui, além da expulsão de Alex Telles aos 86’ (duplo amarelo) e um remate do jovem Fábio Vieira, pouco se passou. De um lado, faltou engenho e capacidade física ao Marítimo para ir atrás do resultado. Do outro, sobrou tranquilidade e capacidade ao FC Porto para fazer circular a bola. Mesmo sem ser brilhante – e com alguns sustos pelo meio –, o FC Porto chegou ao topo da I Liga.

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