Crónica de jogo

Benfica deixa-se empatar e não estanca a hemorragia

Nova má exibição dos “encarnados” frente ao Portimonense, penúltimo classificado da I Liga, mantém a ferida exposta e acentua a crise.

,Sporting CP
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Momento do jogo entre o Portimonense e o Benfica LUSA/LUÍS FORRA/POOL
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Momento do jogo entre o Portimonense e o Benfica LUSA/LUIS FORRA / POOL
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Jogadores do Benfica festejam um dos golos no jogo LUSA/LUIS FORRA / POOL
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Vinícius teve uma actuação apagada LUSA/LUIS FORRA / POOL
Rugby sevens
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A festa dos jogadores do Portimonense após um dos golos marcados ao Benfica LUSA/LUÍS FORRA/POOL

O Benfica foi ao Algarve jogar com o Portimonense encostado à parede. Os “encarnados” colocaram-se nessa posição por terem vencido apenas um jogo nos últimos nove que disputaram, por terem esbanjado 12 pontos nas últimas seis partidas realizadas para o campeonato, por terem deixado escapar a hipótese de regressar à liderança isolada da Liga na jornada anterior. Um ataque à pedrada, há poucos dias, quando a equipa viajava no seu autocarro apenas contribuiu para “infectar” mais a ferida. E o empate a dois golos com o penúltimo na tabela, depois de ter estado a ganhar por dois golos, foi como deixar a ferida ainda mais “em carne viva”.

O Benfica apenas pode queixar-se de si próprio por mais dois pontos perdidos. Chegou ao intervalo com o jogo na mão e foi por causa de uma segunda parte medíocre que deixou escapar o triunfo. E quando Bruno Lage aponta a lesão de Jardel (obrigado a sair ao minuto 24’) como a origem das dificuldades da sua equipa, não só passa um atestado de menoridade ao jogador que o substituiu, como faz depender de apenas um atleta a dinâmica de toda uma equipa, o que parece ser manifestamente exagerado.

Num aspecto Bruno Lage tem razão (ainda que apenas em parte). Durante a primeira parte o Benfica voltou a dar boas indicações na pressão defensiva (tal como já tinha sucedido frente ao Tondela, na ronda anterior). Sem dar tempo para os jogadores do Portimonense pensarem quando estes tinham a bola e com uma muito boa reacção à perda do esférico, as “águias” impediram que os algarvios (muito macios e previsíveis nesse período) criassem perigo. Foram 45 minutos de paz para Vlachodimos.

Já na frente, os “encarnados” continuaram a demonstrar as debilidades dos últimos jogos. Muita posse de bola, mas pouca criatividade e repentismo. O futebol ofensivo do Benfica é previsível, com Pizzi num mau momento, Vinícius sem instinto goleador e Rafa a atravessar uma fase de menor fulgor. Resta Taarabt para dar alguma incerteza na forma como os benfiquistas tentam chegar à baliza, mas é pouco. O resultado é um futebol “mastigado”, com poucas ocasiões de golo iminente. E ter ou não Jardel em campo nada tem a ver com isto.

"Oferta” no segundo golo

Nesta quarta-feira, antes do golo inaugural, apenas por uma vez o Benfica assustou Gonda, num remate por cima da barra da baliza do guarda-redes japonês. Mas, na segunda ocasião que construíram, as “águias” marcaram, por intermédio de Pizzi. Era o que o Benfica precisava para serenar. E as coisas ainda ficaram melhores quando Possignolo falhou o corte e permitiu que André Almeida dilatasse o marcador.

Mas depois desta “oferta” o Benfica nunca mais incomodou Gonda e, na segunda parte, o Portimonense avançou no relvado, passou a ser menos “macio” nos duelos individuais e aproveitou a atitude passiva adoptada pelos “encarnados” para tomar conta do jogo e dar a volta ao resultado.

Em dois lances de bola parada o Portimonense empatou o marcador. Primeiro num cabeceamento de Dener, que saltou entre os centrais benfiquistas e reduziu para 2-1; depois num remate indefensável de fora da área de Junior, na ressaca a uma defesa “apertada” de Vlachodimos, empatando o marcador.

Bruno Lage, que já tinha sido obrigado a colocar Nuno Tavares em campo por lesão de Grimaldo, apostou tudo, colocando dois pontas-de-lança na área adversária (Dyego Sousa e Seferovic), faltavam dez minutos para os 90’. Mas, como tem vindo a ser hábito, o Benfica tinha mais gente na área adversária mas pouco ou nenhum discernimento para colocar a bola nessa zona e, com mais este empate, continua ainda mais encostado à parede.

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