A corrupção e os 26 mil milhões da UE

Para o dinheiro ser bem gasto, é preciso melhorar a transparência e o escrutínio. Senão, mais milhão, menos milhão, o dinheiro da UE não nos vai servir de nada.

Quando, em setembro de 2019, se soube que Elisa Ferreira iria ter a pasta da Coesão e Reformas da Comissão Europeia, o país político extasiou-se com a possibilidade de Portugal beneficiar de mais fundos. Na altura, escrevi nas páginas do PÚBLICO que estávamos “a discutir a UE na perspetiva do adolescente à espera da semanada”. A discussão recente em torno dos 26 mil milhões da Comissão Europeia não foi além disso. Desanimador.