Costa: “Não temos nenhum cenário para a abertura de discotecas”

“Não há discotecas com afastamento físico”, justifica o primeiro-ministro

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Não existe qualquer data em vista para reabrir as discotecas, disse esta quinta-feira o primeiro-ministro, António Costa.

“Não temos nenhum cenário para a abertura de discotecas”, adiantou António Costa, acrescentando que “não há discotecas com afastamento físico” e condenando qualquer tipo de discoteca informal. “Não podemos inventar discotecas.”

A 18 de Maio, em entrevista à TSF, o primeiro-ministro já tinha reconhecido que ainda não era o momento para abrir bares e discotecas. Pode até pode até dar-se o caso de não reabram durante todo o Verão, “se for necessário”, disse.

Questionado então se os bares e discotecas podem não abrir este Verão, Costa respondeu: “Se for necessário. Se não for, melhor. Se for, terá que ser. Não podemos pôr agora em causa aquilo que conseguimos com enorme dificuldade das pessoas. Há pessoas que estão há dois meses sem sair de casa. Só hoje as famílias vão poder voltar a visitar os seus familiares em lares. Só hoje os pais vão poder colocar as suas crianças nas creches. E fazem-no com o coração divididíssimo, sem saber se tal é um risco para criança”, disse. E insistiu: “Não podemos pôr em causa aquilo que conquistámos.” E lembrou um critério: “O máximo de contenção, o mínimo de perturbação.”

O sector enviou uma carta ao Governo com um pacote de medidas que poderiam salvar bares e discotecas. Os empresários pedem a isenção de todos os pagamentos à Segurança Social e Finanças (com excepção do IVA), a isenção da Taxa Social Única para os anos de 2020 e 2021 e um apoio a “fundo perdido da verba correspondente aos salários dos postos efectivos durante o período mínimo de nove meses, desde que os postos de trabalho à data do encerramento se mantenham”, entre outras medidas.