Valor de garantias de crédito duplica para 13 mil milhões

Governo vai usar agora o total das verbas já autorizadas pela Comissão Europeia.

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O primeiro-ministro, António Costa, e o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira Reuters/RAFAEL MARCHANTE

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quinta-feira que já foi dada luz verde para reforçar o valor das garantas públicas para a concessão de crédito às empresas para 13 mil milhões de euros, a verba autorizada por Bruxelas. Assim, haverá mais 6,8 mil milhões, quando no terreno estão 6,2 mil milhões de euros, concentrados na linha de apoio à economia Covid-19.

Essta linha está já esgotada em grande parte, com duas das quatro vertentes encerradas (no valor de 4,7 mil milhões de euros), podendo agora apenas candidatarem-se as empresas do turismo, restauração e similares.

O reforço das garantias para a concessão de créditos por parte dos bancos tem sido uma das reclamações dos empresários, que se queixam também de alguma burocracia e morosidade nos processos. Nada foi dito pelo primeiro-ministro sobre a distribuição das novas verbas (as empresas ligadas ao sector do turismo têm tido verbas dedicadas).

Esta terça-feira, numa audição parlamentar, o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, afirmou que tinham chegado 3583 milhões de euros às empresas (o que equivale a 58% dos 6,2 mil milhões). O ministro afirmou também que haverá um reforço da linha ligada à inovação no contexto da covid-19, em 70 milhões de euros, através do Compete. Actualmente, é composto por cem milhões, com uma procura de 92 milhões de euros.

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