Eixo Atlântico quer isenção nas ex-Scut fronteiriças

Autarcas portugueses e espanhóis pedem a António Costa que fundos europeus devem ser aplicados em investimento produtivo.

Pedro Nuno Santos
Foto
Fim, ainda que temporário, das SCUT que levam à fronteira pedido a Pedro Nuno Santos LUSA/JOSÉ SENA GOULÃO

O Eixo Atlântico, que reúne municípios de Portugal e Espanha do noroeste peninsular, solicita ao Governo a isenção de pagamento nas ex-Scut fronteiriças, como medida de apoio ao turismo para cativar o mercado espanhol.

Em carta enviada na terça-feira ao ministro das Infra-estruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, aquela entidade faz notar que o fluxo turístico vindo do outro lado da fronteira é, tradicionalmente, o principal mercado de turismo de que beneficia a zona norte de Portugal. Pelo que requer a isenção, ainda que temporária, do pagamento das portagens naquelas vias que conduzem à fronteira espanhola.

Também com a data de 2 de Junho, Ricardo Rio, presidente do Eixo Atlântico e da Câmara Municipal de Braga, recorda ao primeiro-ministro António Costa que deve contar com a participação dos municípios na recuperação e atribuição dos fundos europeus.

A missiva ao chefe do executivo português, também assinada por Lara Méndez, vice-presidente da entidade regional e alcaldesa de Lugo, sublinha que são os municípios que melhor conhecem o tecido empresarial local e os sectores que necessitam de ajuda.

“Preocupa-nos que os fundos para a recuperação sejam maioritariamente destinados a subsidiar em detrimento do investimento produtivo que gera actividade económica”, destacam os dois autarcas e dirigentes do Eixo Atlântico.

Criado em 1992 com o apoio da União Europeia, o Eixo Atlântico reúne 34 municípios portugueses e espanhóis do norte, Galiza e noroeste peninsular, entre os quais Braga, Barcelos, Bragança, Guimarães, Matosinhos, Peso da Régua, Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Corunha, Lugo, Ourense, Pontevedra, Santiago de Compostela e Vigo.