As regras do futebol desconfinado

Perguntas e respostas para o regresso do futebol de primeira em Portugal.

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LUSA/RUI MINDERICO

Quantas pessoas poderão estar dentro de um estádio durante um jogo?
O limite máximo é de 185 pessoas. Nas zonas técnicas podem estar até 85 pessoas, entre jogadores, técnicos, delegados da Liga, árbitros, técnicos do VAR, equipa de emergência médica, médico antidoping, elementos da PSP e seguranças. Na zona externa do relvado, podem circular até 25 pessoas, entre apanha-bolas, fotojornalistas, repórteres de pista, operadores de pista e seguranças. Antes, ao intervalo e no final de cada jogo podem ter acesso ao relvado pessoas ligadas à publicidade e ao tratamento do relvado, num limite máximo de 15. Sem acesso ao relvado, entre jornalistas, dirigentes e elementos ligados à transmissão televisiva, podem ser até 60 pessoas.

Quais são os requisitos médicos para os jogadores poderem participar num jogo?
As equipas são testadas uma vez nas 24 horas que antecedem cada jogo, sendo que, entre jogos espaçados por mais de cinco dias, cada equipa terá de ser submetida a dois testes.

Quem é obrigado a usar máscara?
Todos os que estiverem no estádio, com a excepção dos 11 jogadores de cada equipa que estiverem no relvado e os respectivos treinadores principais.

A época pode voltar a ser interrompida?
Pode, mas depende sempre da avaliação de risco das autoridades de saúde, no caso de um aumento significativo do número de casos de covid-19.

Haverá jogos todos os dias?
Não, mas será por pouco. Entre 3 de Junho e 26 de Julho, disputam-se os 90 jogos que faltam para completar a época na I Liga e já estão quase todos com data e hora marcada - a excepção são os jogos da 34.ª e última jornada, que incluiu um Sp. Braga-FC Porto e um Benfica-Sporting. Até 21 de Julho, dia em que se conclui a 33.ª ronda, só não haverá jogos em nove dias.

Poderá haver jogos à porta aberta no que resta desta época?
O parecer da DGS assinalava que “nenhuma competição pode ocorrer com público nos estádios até ao final da temporada”, mas, há três dias, Graça Freitas deixou essa possibilidade em aberto. “Vai depender da avaliação rigorosa e da avaliação do risco e de medir os prós e contras”, admitiu a directora da DGS.

Todos os estádios da I Liga estão foram aprovados pela DGS?
Não, mas foram quase todos, depois de inicialmente se ter apontado para um caminho diferente. Segundo o parecer técnico da DGS divulgado na segunda semana de Maio, “as competições devem ser realizadas no menor número possível de estádios”, mas não foi isto que aconteceu. Dezasseis das 18 equipas vão disputar os jogos em casa no seu próprio recinto. Santa Clara e Belenenses SAD são as excepções, usando a Cidade do Futebol como casa para o que resta da época.

Afinal, quantas substituições serão permitidas?
Na primeira jornada do desconfinamento, três. Depois, passam a cinco, passando a estar nove jogadores no banco de suplentes, havendo a dúvida sobre se será na 26.ª ou 27.ª jornada. Havia acordo entre os clubes para as cinco substituições entrar já em vigor, mas uma reclamação do Marítimo fez com que tenham de ser ratificadas numa AG da Liga de Clubes, que será na próxima segunda-feira, na véspera do início da 26.ª jornada.

Esta é uma “regra transitória” com validade apenas para o que resta da temporada e terá algumas limitações. Cada equipa fazer cinco substituições, mas apenas pode parar o jogo por três vezes para as fazer, sendo que o intervalo não conta como paragem. Ou seja, não havendo substituições ao intervalo, um treinador que queira fazer o pleno das alterações permitidas por esta nova regra terá de fazer substituições múltiplas na mesma interrupção.

Como ficaram os contratos que já deviam ter terminado?
Seguindo as recomendações da FIFA, os contratos que iam expirar na presente temporada são prolongados até ao “dia seguinte ao último jogo oficial das competições desta época”. Aplica-se a treinadores e jogadores e, também inclui os “contratos de cedência temporária”.

E a janela de Verão do mercado de transferências, como fica?
Em Portugal, o mercado abre a 1 de Julho e fecha a 22 de Setembro, três semanas mais tarde do que é habitual. Serão quase três meses para fazer negócios.