Crítica

Confissões de uma secretária dos nazis

Uma Vida Alemã: rimando com outras “vidas alemãs” que contribuíram, com diferentes graus de (in)consciência, para o horror nazi.
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Brunhilde Pomsel viveu muito tempo (até aos 106 anos, idade com que morreu em 2017) e para o fim da vida era provavelmente a última pessoa em posição de oferecer testemunho directo sobre o epicentro do nazismo até aos dias finais da II Guerra. Porque esteve lá, como secretária de Josef Goebbels, pormenor decisivo do seu curriculum vitae. Uma Vida Alemã parte de uma entrevista filmada com Pomsel poucos anos antes da sua morte, e é animado por uma espécie de interesse arquivístico: os realizadores puseram Pomsel a falar durante trinta horas e desse material extraíram o filme (que tem pouco menos de duas horas), baseado nas declarações autobiográficas da senhora (sempre filmada em grande plano num preto e branco que releva todas as rugas dos seu rosto marmóreo), por vezes postas em relação com documentos de arquivo, cinematográficos ou radiofónicos.

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