Crítica

Os arquivos do gueto de Varsóvia

O percurso do filme faz-se com os modos de um “especial” para o canal História, depoimentos e imagens de arquivo, e acrescentando a isso a reconstituição, com actores e cenários, do gueto e de alguns episódios lá passados.
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Mais um caso em que o interesse (supremo, no caso) da matéria histórica que está na base de um filme tem que ser destrinçado do interesse do tratamento que o filme lhe dedica. O filme lida com a memória do gueto de Varsóvia, a partir da descoberta recente (e ainda incompleta) de uma série de arquivos (diários, registos, memórias) compilados por alguns habitantes que passaram por essa experiência com a preocupação de dela deixar a base de um testemunho — pensavam, já, em “quem escreveria” a história deles. Tanto sobre esse empreendimento e sobre os seus protagonistas como, por via deles, sobre o dia a dia no gueto de Varsóvia, incluindo a revolta de 1943, o filme de Grossman tem uma postura didáctica, apenas ligeiramente justificável com a gritante ignorância histórica de boa parte do público contemporâneo.

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