Covid-19: profissionais da Cultura e das Artes promovem protestos em Lisboa e no Porto

“As escassas medidas cedidas quer pelo Estado como pelo Ministério da Cultura para o apoio dos trabalhadores deste sector (...) mexem, obviamente, com a dignidade humana, mais do que com o nosso carácter artístico”, protestam os organizadores da acção desta segunda-feira.

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Nuno Ferreira Santos

Um grupo de profissionais do sector da Cultura e das Artes promove esta segunda-feira em Lisboa e no Porto uma marcha silenciosa de protesto contra a falta de apoio estatal e do Ministério da Cultura, anunciou a organização.

“Esta acção terá lugar em Lisboa e Porto e pretende dar visibilidade à luta travada para o combate da precariedade que, com a situação epidemiológica que (ainda) atravessamos, tomou contornos assustadores”, explica-se em comunicado. “As escassas medidas cedidas quer pelo Estado como pelo Ministério da Cultura para o apoio dos trabalhadores deste sector (...) mexem, obviamente, com a dignidade humana, mais do que com o nosso carácter artístico”, pode ler-se na mesma nota.

A organização da acção vai durar três horas e junta, a partir das 11h00, “um grupo informal de profissionais da Cultura e das Artes”. Em Lisboa, a marcha vai começar na Praça do Comércio e termina na Praça do Rossio, passando pela Câmara Municipal de Lisboa, Assembleia da República, Teatro do Bairro Alto, Teatro da Politécnica, Teatro da Trindade, Teatro São Luís, Teatro Nacional São Carlos, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Politeama, Teatro Tivoli, Teatro Villaret, Cinema São Jorge e Parque Mayer.

“Saímos à rua em silêncio como símbolo do silêncio que as medidas governamentais nos têm retribuído perante as nossas perguntas”, resumiu a organização, que não divulgou o percurso previsto para o Porto.

Em causa está “o não reconhecimento das profissões ligadas ao sector da Cultura e das Artes”, o “anúncio a 22 de Maio da existência de 30 milhões [de euros], alocados para a Cultura, distribuídos equitativamente pelos diferentes municípios nacionais, que, na verdade, foram retirados do Programa Cultura para Todos, um programa de apoio aos trabalhadores independentes (...) que não chega para todos, mencionando também o aumento da verba por parte da tutela para um concurso” quando se luta “pela sobrevivência”, com “mais de 600 candidaturas elegíveis” que chegou apenas para 311 entidades", assinalaram estes trabalhadores.

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