Centros comerciais satisfeitos por abrirem na segunda-feira, apesar da “frustração” em Lisboa

Associação Portuguesa de Centros Comerciais garante que centros e os lojistas estão preparados para voltar a funcionar em pleno e a garantir medidas de segurança.

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O Vasco da Gama é um dos centros que só sabem quando abrem no final da próxima semana Miguel Manso

Era uma das notícias mais aguardadas esta sexta-feira. O sector dos centros comerciais recebeu luz “verde” para abrir na próxima segunda-feira, 1 de Junho, à excepção dos que se localizam na Área Metropolitana de Lisboa (AML), que, por força do aumento de casos de covid-19 na região, manter-se-ão em funcionamento limitado até, pelo menos, quinta-feira, 4 de Junho.

“A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) congratula-se com a decisão, esperada, do Governo, para a abertura dos centros comerciais no dia 1 de Junho, apesar da frustração pela excepção imposta à Área Metropolitana de Lisboa”, embora “compreenda as razões de natureza sanitária”, avança a estrutura representativa em comunicado.

Ainda em relação a Lisboa, o presidente da APCC, António Sampaio de Mattos, diz manter “a expectativa” de que as limitações impostas aos centros localizados na AML "sejam revogadas a muito curto prazo”. E acrescenta:  “ O adiamento da reabertura total destes espaços terá um impacto significativo na recuperação económica e na preservação dos postos de trabalho, que todos ambicionamos”.

A APCC deixa a garantia de que “os centros comerciais e os seus lojistas são um aliado no combate à propagação do novo coronavírus”, tendo feito “investimentos significativos em equipamentos e formação, e têm condições para garantir a segurança de visitantes e colaboradores das lojas na reabertura total das actividades dos lojistas no dia 1 de Junho”.

A associação garante ainda o cumprimento das regras estabelecidas pelo executivo e as recomendações da Direcção-Geral da Saúde (DGS), no âmbito do combate à pandemia, uma situação “comprovada durante o estado de emergência e nas fases 1 e 2 do plano de reabertura”.

“Estamos cientes da complexidade do contexto que vivemos, mas queremos sublinhar que os centros comerciais minimizam o risco de contágio, não o agravam, permitindo à população aceder a um conjunto significativo de bens e serviços num ambiente com acesso limitado e controlado, e onde as boas práticas dos visitantes são monitorizadas e geridas por equipas profissionais de modo a minimizar os riscos”, refere ainda a APCC.

Os centros comerciais localizados na AML, reforça a associação, continuarão a funcionar, tal como fizeram durante o estado de emergência e nas primeiras fases da retoma da economia, para garantir às populações o abastecimento de bens de primeira necessidade os serviços considerados essenciais pelo Governo, nomeadamente supermercados e hipermercados, electrónica de consumo, farmácias, papelarias, cabeleireiros, livrarias ou restaurantes com espaço próprio ou em serviço take-away.

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