Actriz Lori Loughlin declara-se culpada no escândalo de acesso à universidade nos EUA

Em vez de arriscar uma pena de até 50 anos, Loughlin poderá ter de cumprir dois meses de prisão.

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Mossimo Giannulli e Lori Loughlin são acusados de conspiração de suborno Reuters/Brian Snyder

Depois de meses a insistir na versão de inocência, a actriz de Que Família! e o marido, o designer de moda Mossimo Giannulli, deram-se como culpados na participação do esquema fraudulento que permitiu que as duas filhas do casal fossem admitidas na Universidade do Sul da Califórnia. 

A declaração, realizada perante um juiz federal de Boston via Zoom, foi feita depois de Lori Loughlin e Mossimo Giannulli terem aceitado um acordo que os obrigará a cumprir dois e cinco meses de prisão, respectivamente. Paralelamente, foi acordada a condenação em 150 mil e 250 mil dólares (137 e 230 mil euros) e 100 e 250 horas de serviço comunitário. O acordo foi elaborado já depois de se saber que o tribunal recusou o argumento dos acusados de terem sido “fabricadas” provas pelos investigadores.

No entanto, o entendimento não recebeu deferimento imediato do juiz Nathaniel Gorton, que informou que iria ainda ponderar se aceitava o proposto, marcando a leitura das sentenças para 21 de Agosto. Loughlin e Giannulli estavam acusados de conspiração de suborno a funcionários da Universidade do Sul da Califórnia para garantir a admissão das suas duas filhas, Olivia Jade e Bella Rose​, o que lhes poderia custar uma pena de prisão de até 50 anos.

Desde Março de 2019, 54 pessoas foram acusadas de acções fraudulentas nos acessos às universidades, contando para tal com um consultor que subornava os responsáveis das instituições. Porém, alguns dos acusados, entre os quais Lori Loughlin e o marido, mantiveram a versão de que acreditavam que os pagamentos efectuados eram donativos legítimos. Outros, como Felicity Huffman, da série Donas de Casa Desesperadas, assumiram o erro. A actriz, conhecida pelo seu papel de Lynette Scavo ou por ter dado corpo à transexual Sabrina Osbourne em Transamerica​ (2005), foi condenada a uma pena de prisão de 14 dias