Opinião

Cartas ao director

Um deserto de tristeza

O turismo externo tem sido, na verdade, a fonte que tem alimentado a nossa economia. Quem viu a zona de Belém no passado e a observa agora nota uma diferença abismal. Um silêncio impressionante, lojas abertas e sem clientes, e onde havia filas enormes, casos dos Jerónimos e dos Pastéis de Belém, nem vivalma para animar quem lá trabalha. Os próprios transportes públicos, outrora superlotados, circulam com duas ou três pessoas com receio estampado nas suas caras.

Valha-nos a consolação do ar mais puro que se respira, das flores e plantas que têm outra beleza e dos imensos pássaros que cantam com outra alegria. Como daremos a volta para que o país e Lisboa não se afundem?

Manuel Alves, Lisboa

Carvalho da Silva

As motivações (há quem lhes chame critérios jornalísticos) têm razões que a razão desconhece. Com o aproximar das eleições presidenciais começaram a publicar-se sondagens com putativos candidatos à la carte. Uns são óbvios; outros nem tanto. Mas as ausências de alguns nomes são (talvez) mais reveladoras. Manuel Carvalho da Silva, há cinco anos, não chegou a ser candidato por uma unha negra e, escreveu-se na altura, por ter chegado a um “entendimento” com Sampaio da Nóvoa. Ora com o ex-reitor da Universidade de Lisboa confinado na Unesco, não seria pertinente perguntar ao ex-coordenador da CGTP e actual investigador catedrático se está, ou não, disponível para se candidatar e colocar o seu nome na lista das sondagens como potencial candidato?

Aníbal Silva, Carcavelos

Árbitros

Ninguém gosta de futebol sem adeptos. Eu diria que esta é uma verdade universal, mas não o é, pois uma minoria até pode gostar do “coliseu” vazio. Os árbitros. Enquanto adepto que vai à bola, sei que o árbitro é o “patinho feio” do estádio. É inevitável, é uma espécie de lei do futebol esta de que o árbitro é um “ladrão” e quer prejudicar a nossa equipa. Assim, qualquer apito, qualquer cartão, ou qualquer partícula que o árbitro mexa, o estádio vira inferno e os adeptos caem-lhe em cima, leva com insultos, palavrões, berros, assobios, moedas, e “tudo a que tem direito”.

Já que ninguém consegue desfrutar dos estádios vazios, pelo menos que sejam os árbitros felizes com a ausência de adeptos. Eles já mereciam umas tréguas. Além disso, será curioso observar como a pressão do estádio influenciava, ou não, o discernimento do árbitro.

Francisco Dray, Lisboa

Os aviões vão chegar e...?

Em breve vão começar a chegar aviões provenientes de alguns países com ocorrências elevadíssimas de covid-19, nomeadamente do Brasil. A pergunta que gostava de ver respondida é a seguinte: o que está previsto para evitar que o vírus possa entrar livremente em Portugal, espalhar-se por toda a comunidade e deitar por terra tudo o que foi conseguido? O que vão a DGS e a ministra da Saúde decidir? 

Manuel Morato Gomes, Senhora da Hora

Sugerir correcção