CDS pede compromisso na TAP e recomenda ao ministro “sentido de Estado”

Francisco Rodrigues dos Santos apela a Pedro Nuno Santos que “não olhe para os empresários como inimigos”

Francisco Rodrigues dos Santos deseja uma solução pacífica para a TAP
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Francisco Rodrigues dos Santos deseja uma solução pacífica para a TAP paulo pimenta

O líder do CDS defendeu a necessidade de o Estado “chegar a um compromisso com a administração da TAP” embora sem “enterrar dinheiro” na companhia sem qualquer critério. Francisco Rodrigues dos Santos, que falava à margem de uma visita à empresa Apametal, em Sintra, criticou a falta de “sentido de Estado” do ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos.

“O Estado tem de chegar um compromisso com a administração da TAP e reconhecer que houve uma quebra enorme da operação, da redução drástica da procura”, afirmou o líder do CDS. Defendendo que nesta altura é preciso apoiar as empresas para vencerem a crise, Francisco Rodrigues dos Santos considerou que isso “não significa que o Estado tenha de enterrar dinheiro na TAP e desperdiçar dinheiro dos contribuintes de forma desregrada, sem qualquer critério”, acrescentando que é preciso uma “co-responsabilização” entre o accionista privado e o Estado.

Questionado sobre o cenário de insolvência da companhia, admitido na terça-feira por Pedro Nuno Santos no Parlamento, o líder dos centristas disse ter “dificuldade em atribuir alguma credibilidade às afirmações do ministro sobre a TAP depois de começar por ser desautorizado pelo primeiro-ministro após uma “conversa de café na Assembleia da República”, o que se alterou ontem para uma atitude mais “contida” por parte do governante.

Francisco Rodrigues dos Santos apelou a que Pedro Nuno Santos “não olhe para os empresários como inimigos e que não desconfie da iniciativa privada”, apontando que o ministro se tem “esquecido” do “sentido de Estado” sobretudo “no tratamento político da oposição”.

Sobre o futuro da empresa, Francisco Rodrigues dos Santos disse esperar que “haja uma solução pacífica para a TAP” já que “o Estado português sempre soube preservar esta companhia bandeira”, apelando a um diálogo estruturado, biunívoco e salubre entre a administração e o Estado. Mas lembrou que o Estado “não pode descartar a sua responsabilidade na TAP”, tendo em conta a participação de 50% detida pela Parpublica na empresa.