Torne-se perito

Consumo de electricidade pelas famílias subiu 29% em Abril

No mês do estado de emergência, a utilização de gás natural subiu 36% entre os consumidores domésticos. Consumos de gasóleo e gasolina caíram 47% e 59%, respectivamente.

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Daniel Rocha

Em Abril, o impacto da pandemia da covid-19 no consumo de electricidade acentuou-se face a Março. Se no conjunto da economia, a electricidade consumida caiu 12% relativamente ao período homólogo, no caso do consumo doméstico, houve um crescimento de 29%, justificado pelo efeito do confinamento num país em estado de emergência.

Na mesma linha, as estimativas rápidas de consumo energético de Abril publicadas esta quarta-feira pela Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG) indicam que o aumento de gás natural das famílias também foi expressivo: na ordem dos 36%, em contraste com a quebra de 15% verificada para o conjunto da economia (excluindo as quantidades utilizadas na produção de electricidade, que mesmo assim também caíram).

No caso da electricidade, a DGEG adianta que o consumo eléctrico registou uma retracção de 43% no sector dos serviços. Nos transportes e indústria, as quedas foram de 32% e 17%, respectivamente.

Quanto à utilização de gás natural, verificou-se igualmente uma quebra de 43% no sector dos serviços, de 29% nos transportes e de 18% na indústria.

Os dados genéricos do consumo energético de Abril já haviam sido divulgados pela REN, a empresa que gere o sistema eléctrico português, indicando que no mês passado o dispêndio de electricidade recuou para mínimos de 2004.

Combustíveis afundam

Com boa parte dos portugueses em casa e com restrições à circulação de pessoas, o consumo de gasóleo e gasolina também desceu a pique. A diminuição foi de 47% no gasóleo e de cerca de 58,6% na gasolina.

O consumo de gás de petróleo liquefeito (GPL) caiu 17% e o de GPL Auto 71%. A redução foi visível também no gasóleo agrícola, utilizado na agricultura e pescas (-10,9%), e no abastecimento de navios de transporte de passageiros e mercadorias (-16,7%).

Contudo, a queda mais expressiva foi mesmo a do consumo de jet fuel na aviação, que atingiu 93,4%.

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