Câmara e Paróquia de Castro Verde assinam acordo para recuperação de património religioso

O acordo abrange novas fases de intervenção na basílica real e intervenções na igreja dos Remédios e na ermida de São Miguel, na vila de Castro Verde, na igreja matriz e na ermida de N. Sra. da Esperança, na vila de Entradas, e nas igrejas paroquiais das aldeias de S. Bárbara de Padrões e de S. Marcos da Ataboeira.

Basílica real de Castro Verde
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Basílica real de Castro Verde NICOLA DI NUNZIO

A Câmara e a Fábrica da Igreja Paroquial de Castro Verde, no Alentejo, assinaram nesta terça-feira um acordo para obras de recuperação ou manutenção de património religioso do concelho, como novas intervenções na basílica real da vila.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara de Castro Verde, distrito de Beja, explicou tratar-se de um protocolo de colaboração que visa o apoio da autarquia na recuperação e/ou manutenção de património religioso do concelho.

O acordo abrange novas fases de intervenção na basílica real e intervenções na igreja dos Remédios e na ermida de São Miguel, na vila de Castro Verde, na igreja matriz e na ermida de N. Sra. da Esperança, na vila de Entradas, e nas igrejas paroquiais das aldeias de S. Bárbara de Padrões e de S. Marcos da Ataboeira.

Segundo o município, o acordo também contempla a organização de festividades de celebração do feriado municipal de Castro Verde, a 29 de Junho, dia de São Pedro, no sítio de S. Pedro das Cabeças, “retomando uma tradição que há muito deixou de ser cumprida” e que será “conciliada” com as tradicionais festas da aldeia dos Geraldos.

O protocolo define ainda a criação de um programa de celebração natalícia em Castro Verde, que deverá integrar a concepção, a execução ou a aquisição de peças públicas alusivas à quadra e que serão instaladas anualmente no centro da vila durante o período de Natal, e a criação de um programa de Natal para ser promovido em todo o concelho.

O acordo insere-se no “papel interventivo” que a Câmara de Castro Verde tem assumido “no apoio às instituições que desenvolvam actividades promotoras ou valorizadoras do património e da cultura” do concelho, “considerando-as parceiras determinantes na concretização dos seus objectivos”, explicou o município.

A Basílica Real de Castro Verde reabriu ao culto no dia 08 de Dezembro de 2019, após concluída a primeira fase das obras de requalificação, num investimento de 65.000 euros que permitiu resolver problemas “mais urgentes” relacionados com o estado de degradação do monumento.

Devido a vários problemas relacionados com o estado de degradação, o culto tinha sido suspenso em Março de 2017 na basílica, que, desde então e até à reabertura em Dezembro de 2019, só abriu para visitas, mas algumas zonas estavam interditas.

Segundo o município, a primeira fase das obras incluiu a limpeza manual do telhado, o arranjo de portas e janelas e a pintura total da basílica e foi financiada pelo município em 28.285 euros, pelo Governo em 26.225 euros e pela União de Freguesias de Castro Verde e Casével e pela Paróquia de Castro Verde em 5.245 euros cada.

De acordo com a autarquia, já está confirmada a aprovação da candidatura a um cofinanciamento da segunda fase das obras em 85% por fundos comunitários, através do Programa Operacional Regional Alentejo 2020.

A segunda fase vai implicar um investimento de 381.300 euros e incluir uma intervenção de conservação e restauro do teto pintado em madeira da basílica.

As duas primeiras fases de requalificação da basílica, no âmbito de uma ação que está a ser coordenada pela autarquia, vão implicar um investimento total de 446.300 euros.

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